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JULGAR

Não julgueis, para que não sejais julgados. (…) Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? (…) Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão. Mateus 7.1,3,5 (ARA)

 

 

 

 

 

 

Quantas vezes nos enganamos ao julgar pessoas, e outros se equivocaram ao nos julgar? Hoje, antes de sermos tentados a desobedecer este mandamento de Jesus, julgando e condenando alguém, reflitamos sobre a nossa incapacidade de fazê-lo, afinal nunca conhecemos plenamente as circunstâncias e a pessoa a quem julgamos; além disso, é impossível julgarmos de maneira absolutamente imparcial, pois só Deus é verdadeiramente justo; por fim, ninguém é suficientemente bom para julgar o próximo, assim faríamos melhor perdoando-o e cuidando de corrigir as nossas próprias falhas…

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SABEDORIA E ENTENDIMENTO

“Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos”. Provérbios 3.7-8 (ARA)

 

 

 

 

 

 

A única forma de viver bem, em paz e harmonia com nós mesmos e com os outros, é em humilde e dócil submissão a Deus e à sua vontade, jamais alimentando qualquer insensata presunção sobre a nossa própria sabedoria. Nunca sejamos como aqueles que têm uma opinião tão elevada sobre si próprios e sobre sua pretensa autossuficiência, que consideram que tomar decisões com base na Palavra de Deus é um demérito. Ao contrário, esmeremo-nos em aplicar hoje e dia após dia o precioso ensinamento de Jó 28.28: “… Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento”.

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SOBRE O AMOR

A graça e o amor de Deus estão inextricavelmente interligados no todo do Seu Ser Divino: é por Seu amor infinito que Sua graça se manifesta, porém é só pela Sua graça maravilhosa que nós – pobres mortais sem mérito algum – recebemos a dádiva do Seu imenso amor!

 

Graça (charis, no grego) significa favor imerecido, cuidado ou ajuda graciosa, benevolência, mas a grande dádiva inserida na graça de Deus é o amor por meio do qual ela opera, de cuja dimensão incomparável, infinita, podemos ter uma idéia através da passagem tão conhecida de João 3.16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

 

Nada pode ser comparado à grandeza do amor de Deus. Seu amor criou o universo, as galáxias, os sistemas solares, os planetas, as estrelas, a luz, os buracos negros, o homem, os micro-organismos… enfim, tudo o que existe é produto do Seu imenso amor. Davi, no Salmo 8, versos 3 e 4, expressa a disparidade total de escala daquilo que compõe a criação divina, colocando em seu devido lugar o homem frente ao seu Criador e à Sua criação e forçando-nos a nos recolher à nossa humilde insignificância: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres?”

 

Mas, – apesar de que basta ao homem um simples olhar interessado e respeitoso à criação que Deus amorosamente fez para ele, – o Seu amor para conosco continua incompreensível para os padrões, conceitos e valores humanos em um mundo tão voltado ao materialismo, ao utilitarismo, ao consumismo, à idolatria, ao individualismo, ao egocentrismo e a tantos outros ismos deletérios. Quem, devotado ao mundanismo, poderia compreender o que a Palavra de Deus afirma em João 15.13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos?”

 

O mundo que Deus amou e pelo qual deu o Seu Filho é o mundo daqueles identificados pela graça da fé salvadora, “… para que todo o que nele crê não pereça…”, ou seja, referindo-se a determinadas pessoas segundo a sua natureza espiritual, aos crentes em Jesus Cristo. Estes constituem o mundo que Deus ama, as ovelhas que compõem o rebanho do Salvador, composto por judeus e gentios, como lemos em João 10.16: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor”.

 

É por esse mundo, objeto do Seu amor imerecido, mas incondicional, que Deus deu o Seu Filho. E somente por esses é que Jesus, em João 17.9, ora: É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus, continuando no verso 20, “ Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra. Através dessa oração Jesus pede por Seus onze discípulos crentes e também por aqueles que virão a crer. Ele ora por Seu povo, por aqueles que Deus amou.

 

Eles pertencem a Cristo porque Lhe foram dados por Deus em Seu amor incompreensível, infinito e único. O amor de Deus por Cristo é o fundamento, a fonte da salvação e da crença dos que creem, e no verso 23 Jesus acrescenta, “… eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Deus ama o Seu povo com o mesmo amor que tem por Cristo, que declara no verso 24 ser objeto de um amor eterno quando diz, “… porque me amaste antes da fundação do mundo”. Ou seja, assim como Deus amou Seu Filho com um amor eterno, da mesma forma ama aqueles que são Seus, os que entregaram suas vidas a Ele.

 

Porém, o amor de Deus em nós não é um dom, mas fruto do Espírito inserido na vida do verdadeiro cristão, como Paulo, em sua epístola aos Romanos 5.5, tão bem expressa ao assegurar que “… o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Por isso, sem a existência prática do amor fileo entre os irmãos, não haverá obediência à vontade de Deus, pois o amor cristão é im­prescindível, e a Bíblia mostra­-nos que sem amor nada tem relevância, peso e expressividade, uma vez que todas as coisas se anulam pela ausência do amor. E tudo deve ser feito não ape­nas por amor, mas com amor!

 

De que adianta ao crente, por exemplo, ser dotado de todos os dons espirituais e até demonstrar piedade aparente, gentileza e serviço, se não pratica o amor de Deus em sua vida cotidiana? Sem o genuíno amor de Deus operando em nos­sos corações, os mais destacados dons tornam-se ineficazes. Enquanto os dons es­pirituais nesta vida são temporários, concedidos segundo os desígnios de Deus, o amor deve ser constante, permanente.

 

E é sobre esse amor incomparável, revelador da natureza de Deus, que o apóstolo João discorre tão belamente em sua primeira carta, 4.7-12: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado”.

 

Mas é no capítulo 13 de 1 Coríntios que a Palavra de Deus revela a grandeza do amor cristão, marcado pela total ausência de interesse pessoal e pela busca permanente do bem do próximo. Mais que simples emoção, é princípio de ação; trata-se de fazer pelos outros por compaixão a eles, e não por afeição; é sinal indelével que marca o verdadeiro discípulo de Cristo, e se caracteriza por alguns aspectos essenciais:

é sofredor. Ele faz com que uma pessoa suporte danos pessoais causados por alguém, sem ressen­timento ou retaliação;

é benigno. O amor de Deus em nós vence o mal com o bem, corroborando Lucas 6.27: “Amai a vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam”;

não é invejoso. Quem ama com o amor de Deus, nunca se deixa levar por ciúmes, não alimenta má vontade, malícia ou mau humor;

não é leviano. Quem ama com verdadeiro amor não julga ou procede precipitadamente, e nunca proclama suas próprias virtudes, procurando chamar a atenção para si, mas sempre procura fazer o melhor por seu semelhante, atribuindo sempre toda a glória a Cristo;

não é soberbo. O amor não é orgulhoso, arrogante, presun­çoso, exibicionista, extravagante. Quem ama não busca a própria honra, não trata os outros como inferiores nem faz alarde de sua própria “humildade”; não é indecoroso. O amor nunca se porta com indecência, desonra, despudor ou imoralidade. O crente jamais pode ser vulgar, descortês ou cínico. O verdadeiro amor nunca envergonha, fere ou humilha o ou­tro, mas sim busca o bem-estar de todo o corpo de Cristo;

não é interesseiro. O amor não busca seus próprios interesses. Ele não é cobiçoso, egoísta, avarento, e não pensa, antes de mais nada em si mesmo;

não se irrita. O amor não se enfurece, a despeito das circunstâncias. O crente que tem o amor do Pai se man­tém sob controle, em oração, mesmo quando tudo parece fora de controle;

não se ressente do mal. O crente autêntico não guarda ressentimen­tos, sempre perdoa e não guarda rancor;

não se regozija com a injustiça. O amor que provém de Deus não se alegra com o mal ou com o infortúnio dos outros;

compraz-se na ver­dade. Aquele que tem o amor de Deus em seu coração, está sempre do lado da verdade, mesmo quando ela lhe traz prejuízo;

tudo sofre, crê, espera, suporta. O amor sempre defende, confia, tolera e persevera. O amor que flui de Deus para nós é obediente, fiel e esperançoso.

 

E é fundamental discernirmos que existem três fluxos de amor verdadeiro:

O primeiro é do amor de Deus para com os homens. Em João 3.16 a Bíblia afirma que Deus nos amou sem reservas, com amor sacrificial: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito…”.

O segundo fluxo é do amor do homem para com Deus. Amar a Deus é um man­damento estabelecido no livro de Deuteronômio 6.5: Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”, e em 11.1:“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, e todos os dias guardarás os seus preceitos, os seus estatutos, os seus juízos e os seus mandamentos”.

O terceiro fluxo é do amor do homem para com o próximo. Nosso amor ao próximo é também um mandamento divino que permeia a Bíblia (Levítico 19.18; Romanos 13.8-10). Mas quem é o meu próximo? A esta pergunta, feita a Jesus por um doutor da lei em Lucas 10.29, o Senhor responde nos versos 30-37 com a parábola do Bom Samaritano, fazendo com que aquele homem refletisse e então respondesse a si mesmo. O amor de Deus entre crentes é a virtude ou o predicado supremo que não substitui os dons, mas que significa “o caminho sobremodo excelente” que Jesus ensina em 1 Coríntios 12.31b para o exercício dos dons. E em 1 João 4.10-11, o evangelista nos mostra o amor que devemos nutrir, de forma cabal e definitiva: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.”

 

Senhor nosso Deus de infinito amor, graça e misericórdia, rendidos a Teus pés queremos suplicar-Te que nos alcances com Teu amor inexcedível, e que por mais que nossa pecaminosidade constitua-se em obstáculo, que possamos aprender a amar como Cristo nos amou, para que amemos a Ti e aos nossos irmãos de acordo com a Tua vontade. No nome santo do Senhor Jesus assim oramos agradecidos. Amém.

 

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