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Se compreendemos que este é o mundo de Deus, que Deus o fez e é responsável por ele, devemos lembrar que — ainda que por vezes não pareça, – de algum modo Deus é aquele que o governa; se cremos que este é o mundo de Deus, então surgem uma fé e uma esperança que nos capacitam a fazer algo muito difícil que é aceitar aquilo que não podemos compreender; e quando se crê que este é o mundo de Deus, vive-se a vida com um novo sentido de responsabilidade e com uma nova capacidade de aceitação, porque tudo pertence a um Deus que é perfeito, justo, compassivo e tudo está sob o controle de Suas amorosas mãos.

 

Na Bíblia o livro de Hebreus 11.1 nos ensina que “… a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”, enquanto que por sua vez a versão da Bíblia Viva pergunta “QUE É A FÉ?”, e em seguida dá a resposta: “É a convicção segura de que alguma coisa que nós queremos vai acontecer. É a certeza de que o que nós esperamos está nos aguardando, ainda que o não possamos ver adiante de nós.”

 

Em outras palavras, só pela fé podemos ter a plena confiança que Deus – por Seu poder sem limites e por Sua fidelidade inabalável – cumprirá as promessas maravilhosas que tem para nós, não só hoje mas também no futuro!

 

Outra verdade gloriosa é a registrada no mesmo capítulo de Hebreus, versículo 6:  “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Não importa se somos capazes, instruídos ou inteligentes; não importa o quanto somos bondosos; não importa o tamanho do reconhecimento que recebemos pelas obras que realizamos. Se não tivermos fé, nada disso poderá agradar a Deus, porque só pela fé verdadeira podemos produzir frutos verdadeiros, isto é, obras para Deus e para o próximo de que o Senhor se agrada e aprova por só então estarem de acordo com Seu propósito perfeito.

 

Mas é preciso cuidado: não devemos considerar que são as nossas obras que mostram o tamanho de nossa fé, e sim que as nossas boas obras devem ser resultado da fé verdadeira que norteia a nossa vida. Por outro lado, se alguém diz que tem fé, mas não realiza obras para a glória de Deus, sua fé é falsa e não serve para nada, como Tiago 2.17 afirma: “… a fé, se não tiver obras, por si só está morta”.

 

A fé nos leva a agir segundo a vontade de Deus, como aconteceu com Abraão, quando o Senhor ordenou a ele o sacrifício de seu único filho. Que faríamos nós se estivéssemos no lugar do patriarca? Ele tinha tanta fé que acreditava que se obedecesse a Deus o Senhor ressuscitaria Isaque, o filho que com tanta fé fora esperado quando ele e Sara já eram muito idosos e, pelas leis naturais, impedidos de conceber sua descendência.

 

Moisés também foi outro exemplo marcante de fé: vivendo como príncipe, com todas as regalias de filho da filha de faraó, preferiu obedecer ao chamado de Deus para guiar seu povo na fuga do Egito, mesmo com o risco de ser maltratado junto com os compatriotas que viviam em regime de cruel escravidão. Moisés demonstra através de vários episódios de sua vida que somente a fé verdadeira pode nos fazer abrir mão de nossos prazeres e privilégios e agir em obediência à vontade e às promessas de Deus.

 

Um dos maiores exemplos de fé que a Bíblia relata é a história de Noé. Naquele tempo a terra havia chegado a tal ponto de perversão que Deus não tinha outra alternativa a não ser sua destruição, então comunicou isso a Noé e lhe deu instruções para construir uma arca, um grande barco, onde ele, sua família e casais de todas as espécies de animais pudessem sobreviver.

 

Obedientemente Noé levou a sério a ordem de Deus, e assim salvou o mundo de uma destruição completa, mas enquanto construía a arca, o povo zombava dele e achava que era louco construindo um barco debaixo do sol e longe da água. O tamanho da sua fé era gigantesco, e sem se deixar abalar, durante vários anos prosseguiu sua obra, deixando de lado todas as suas atividades e tarefas normais. A continuação da história todos nós conhecemos porque Noé dedicou sua vida a fazer o que Deus ordenara.

 

De formas diferentes e em uma escala muito menor, cada um de nós tem diante de si as alternativas de atender ou não àquilo que Deus ordena, seja vivendo como se a mensagem de Deus não tivesse importância, ou como se fosse a coisa mais importante do mundo, prestando atenção naquilo que Deus ensina, orienta e adverte, e como Noé, salvar-nos de muitos desastres.

 

Mas como Deus nos adverte? De diversas maneiras: pela nossa consciência; por alguma palavra que Ele fala diretamente a nossas almas; pelo conselho ou aviso que algum cristão verdadeiro nos dá; por meio da Bíblia, ou através de alguma outra leitura cristã confiável. No entanto, venham de onde vier, temos que nos lembrar que quando desdenhamos as advertências de Deus ficamos sós, inteiramente por nossa conta e risco.

 

Um dos maiores desafios do cristianismo é que devemos estar dispostos por vezes a ser considerados tolos por defendermos a causa de Cristo. Mas a sabedoria de Deus frequentemente é loucura para os homens, como a fé, por exemplo, mas não podemos esquecer que até mesmo os irmãos de Jesus no início de Seu ministério não acreditavam nEle!

 

Será que é perigoso ser cristão? Mesmo que como cristãos não estejamos buscando erros ou faltas nos outros, nossa própria conduta e aquilo em que cremos acabam fazendo com que algumas pessoas sintam-se incomodadas com o nosso comportamento, – que muitas vezes é o oposto de como creem e agem, – e esta disparidade pode provocar nelas atitudes até mesmo agressivas, porque o perigo da bondade é que sob a sua luz o mal se condena.

 

É o que aconteceu com Noé: sua bondade consistiu em ter respeitado a Palavra de Deus, enquanto os outros dela debochavam; em prestar culto a Deus, enquanto os outros riam dEle; em ficar do lado do Senhor quando todos O abandonavam, voltando-se para os ídolos.

 

Nos dias de hoje não vemos mais os grandes milagres que a Palavra relata no Antigo e no Novo Testamento, mas cada dia em que acordamos de manhã já é em si um milagre: podemos respirar, mesmo que com alguma dificuldade; recebemos nosso alimento, mesmo que não seja aquele que mais apreciamos; sentimos a água do banho escorrer morna acarinhando o corpo, podemos ouvir, ver, falar, pensar, orar; temos a roupa adequada para nos proteger no frio e no calor. Como podemos duvidar que tudo vem de Deus? Que são graças que ele nos concede? E, no entanto, são apenas pálidos exemplos das maravilhosas recompensas que nos esperam na verdadeira vida que um dia virá para aqueles que, como nós, têm fé nEle!

 

Sim, Deus supre todas as nossas necessidades, mas o maior exercício de fé não pode se resumir em buscar a prosperidade ou grandes milagres, é ter a certeza de uma nova vida através do maior milagre que pode existir: a salvação em Cristo Jesus, nosso Senhor e Redentor, o nosso modelo de fé.

 

A verdadeira fé é uma esperança absolutamente segura de que o que se crê é verdade e o que se espera inevitavelmente sobrevirá. Não é uma esperança que olha para o futuro com um desejo ansioso; é a esperança que enfrenta o porvir com absoluta certeza; não é a esperança que acredita num talvez, mas sim que se funda na convicção absoluta dos cuidados amorosos de um Pai Eterno cujas promessas nunca deixaram de se cumprir.

 

Senhor amado, queremos orar como Teus apóstolos que um dia rogaram que lhes aumentasse a fé, porque a nossa fé ainda não se compara a um grão de mostarda. E sabemos que a fé que esperas que tenhamos é uma fé viva e operante, que nos mantém firmes mesmo quando a adversidade e a tribulação nos acometem e ainda assim permanecemos em Cristo, agindo por amor a Ti e ao nosso próximo, sem nos deixarmos abalar, enfraquecer e desviar da rota que Tu nos indicas. Desejamos crer em Ti, Senhor, com todo o nosso entendimento, com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, e confiamos que Teu Santo Espírito continua agindo em nosso ser, transformando-nos, santificando-nos, fazendo-nos mais assemelhados a Cristo Jesus, em nome de quem oramos e agradecemos. Amém.

 

 

 

 

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DEPRAVAÇÃO HUMANA

“Em vez de adorarem ao Deus imortal, adoram ídolos (…). Por isso Deus entregou os seres humanos aos desejos do coração deles para fazerem coisas sujas e para terem relações vergonhosas uns com os outros”. Romanos 1.23-24 (NTLH)

 

 

 

 

O quadro que Paulo traça aqui é a franca expressão da depravação humana, que por conta da extrema idolatria, levou Deus a entregá-los á perversão sexual e ao pecado irrestrito. Sempre que o homem nega a existência de Deus ou distorce a verdade sobre a natureza do Criador, “um abismo chama outro abismo”, e a pecaminosidade cresce e se expande. Que hoje estejamos atentos para não sermos enredados pelas sutilezas do maligno, que utiliza todo tipo de instrumento – falsas doutrinas, falsos mestres, pessoas, tecnologias, conceitos “pós-modernos” e outros – para nos levar a ver o pecado como algo aceitável!

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A RAIZ DE TODOS OS MALES

“Agora, ricos, escutem! Chorem e gritem pelas desgraças que vocês vão sofrer! As suas riquezas estão podres, e as suas roupas finas estão comidas pelas traças”. Tiago 5.1-2 (NTLH)

 

 

 

 

Paulo alerta em 1 Timóteo 6.9-10 (NVI) que “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males…”. Assim, nesse dia somos instados a nos manter afastados do amor por riquezas materiais, lembrando que nada trouxemos ao mundo e dele nada levaremos (versos 7, 17), contentando-nos com o que temos (6.8), não tendo como meta de vida ficarmos ricos (6.9, 10), amando mais as pessoas e a obra de Deus do que o dinheiro (6.11), e sendo generosos ( 6.18).

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