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VASOS DE BÊNÇÃOS

“Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos…”. Jeremias 18.6 (NVI)

Deus hoje e todos os dias de nossas vidas está disposto a nos renovar, a corrigir nossas imperfeições tão grandes, mas é preciso que estejamos receptivos e agradecidos à Sua divina intervenção em nós. Só por meio do aperfeiçoamento de nosso ser integral que Deus em Cristo por Sua graça nos oferece é que poderemos servi-Lo plenamente. Mas, se ao contrário, formos inflexíveis em nossa pecaminosidade, irredutíveis em nosso orgulho e rebeldes ao Seu agir transformador, não poderemos esperar outra coisa que sermos cristãos superficiais, limitados, meramente nominais, ao invés dos vasos de bênçãos que Ele deseja que sejamos!

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ETERNA GLÓRIA

“Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória”. 1 Timóteo 3.16 (NVI)

Nesse hino Paulo hoje nos fala sobre o espantoso mistério que reconcilia e une Deus e o homem em Cristo: a Sua manifestação em carne. O Espírito Santo O guiava e Lhe concedia poder, e Ele se manteve sem pecado realizando atos grandiosos. Os anjos estavam sempre com Ele, adorando-O nos lugares celestiais e acompanhando-O no mundo. Ele não veio para uma única nação, mas para todas, e a Sua Palavra alcançou os limites da Terra através da Sua Igreja, que singelamente iniciara com 120 discípulos. A história de Jesus, que havia começado no céu, termina no céu, onde foi acolhido em eterna glória e espera por nós!

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SOMENTE EM DEUS

A pandemia em que estamos mergulhados presentemente, provocada por um vírus misterioso, imprevisível, mortal e de comportamento surpreendente, mesmo para os infectologistas mais experientes e renomados, tem criado total desassossego em todo o mundo, produzindo mais que uma crise de saúde física, um estado de desequilíbrio mental, nervoso e emocional que tem afetado sociedades inteiras. As opiniões sobre como solucionar este problema de dimensões catastróficas são as mais variadas e desconexas, as certezas poucas e conflitantes, e o crescimento diário do número de pessoas infectadas e mortas é alarmante, mesmo com a quarentena e o distanciamento social adotados em todos os países.

No Brasil, na cabeça e nos lábios de todos permanece a pergunta irrespondível: até quando? Medicamentos são anunciados por alguns como eficazes para combater a terrível doença para serem, logo em seguida, considerados por outros não só ineficazes como mais mortais do que a própria moléstia, e vacinas ainda não existem. Discute-se – sem que se chegue a nenhuma conclusão – sobre as vantagens e desvantagens do isolamento horizontal e do vertical, a priorização da saúde ou da economia, e os conflitos ideológicos, administrativos e políticos entre os governos federal, estaduais e municipais inviabilizam a imprescindível ação coordenada que a conjuntura dramática exige.

Parece que a única concordância de opiniões é quanto aos cuidados higiênicos básicos e de proteção obrigatórios que todas as pessoas precisam ter para evitar a contaminação, embora muitas pessoas sejam vistas sem máscaras nas ruas e é impossível saber se a higienização é realmente feita como recomendado pelas autoridades. É como se numa guerra não houvesse concordância dos comandantes sobre a estratégia para se defender e atacar o inimigo. Enquanto isso, para agravar ainda mais situação, os países não se entendem, não cooperam uns com os outros, cada um concentrando-se apenas nos próprios interesses e deixando de agir de forma fraternal como seria de esperar numa crise de âmbito mundial. Num cenário como este é inevitável se descortinar um horizonte de derrota fragorosa, expresso em enorme quantidade de baixas, e o subsequente prejuízo econômico gigantesco e retrocessos humanos em todas as áreas.

É preciso então reconhecer que somente em Deus, por meio da oração – e não nos limitados poderes e conhecimentos humanos – é possível encontrar a orientação, a força e o consolo que propiciam a manutenção e o restabelecimento da já tão abalada saúde física, mental, emocional e espiritual de muitos. E neste sentido a atitude de Paulo em 2 Coríntios 1.3-5,9-10, quando louva e agradece ao Senhor pelos livramentos concedidos, extraindo contudo as lições aprendidas com as aflições, deve ser uma espécie de síntese da conduta cristã: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo. (…) Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos…” .

Muitas pessoas imaginam que, quando Deus nos traz Seu consolo, nossas tribulações se dissipam como a névoa ao amanhecer. Mas a infinita sabedoria divina não deseja que seja desta forma porque, se assim fosse – como aliás acontece com muitos cristãos nominais – somente buscariam a Deus em última instância, quando agudamente necessitados de ajuda, e não se preocupariam em ter com Ele verdadeira e permanente comunhão.

É preciso também que compreendamos que o consolo de Deus pode se dar também por meio da concessão abençoada de força, coragem e esperança a nós no enfrentamento das aflições, e, além disso, por meio delas nos conferindo experiência para que sejamos Seus instrumentos na vida de outros que estejam padecendo de sofrimentos semelhantes.

Em certas fases de nosso viver, quando nos sentimos confortáveis e seguros, tendemos a achar que dependemos exclusivamente de nossas habilidades e conhecimentos, ignorando que em tudo e em todos os momentos devemos depender de Deus, como Davi que no Salmo 56.4 proclama: Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.

Depender de Deus significa reconhecer nossa própria incapacidade, fraqueza, indigência e que, sem Ele – a nossa fonte de poder e sabedoria a nos conduzir e proteger pela vida afora – seríamos totalmente destruídos. E observemos que, adotando esta atitude, todas as aflições tornam-se meios poderosos para nos aproximar mais do Pai, ao invés de se ser fator de afastamento, como ocorre com aqueles que não são dEle.

Se cremos e confiamos verdadeiramente em Deus, ao nos sentirmos amedrontados, abatidos e inseguros quando arrostamos grandes lutas e incertezas, repreenderemos a nós mesmos diante de nosso desânimo e inquietação, e nos alentaremos a confiar no nome do Senhor e a prosseguir firmes no Seu caminho, como o escritor do Salmo 42, que neste tristemente belo poema, faz esta reflexão no versículo 11: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?  Espera em Deus, pois ainda o louvarei,  a ele, meu auxílio e Deus meu.”

Não há abatimento ou desânimo que resista à constatação poderosa que encontramos em 1 João 5.4-5, fazendo-nos relembrar que em Cristo somos sempre vencedores, fortes, sadios, saudáveis, invencíveis, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?. Portanto, dispomos de defesas necessárias e suficientes para resistir incólumes aos ataques do mal que domina um mundo despreocupado de Deus, muitas vezes hostil a Ele, que desconhece o Seu poder incomensurável e crê apenas naquilo que a ciência frequentemente tenta em vão resolver.  Porém, uma vez que estamos certos e conscientes da presença salvadora, curadora de Deus em Jesus Cristo conosco, somos detentores da mais poderosa proteção contra as infecções do mundo.

Que nos momentos de profundo sofrimento não deixemos jamais de relembrar a confiança, a esperança e o vigor que a tão conhecida passagem de Paulo em Romanos 8.28-31 infunde em nossos corações ao asseverar que: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

Nosso Deus torna possível que todas as coisas, e não apenas incidentes isolados, revertam em bem para nós, o que não significa que tudo o que acontece conosco é bom, porque o mal prossegue prevalente neste mundo que jaz no maligno. Porém, Deus, pelo Seu poder, pode fazer com que todas as circunstâncias se transformem a nosso favor.

Que tenhamos também em mente que o objetivo de Deus não é nos fazer felizes, mas sim levar a cabo os Seus soberanos propósitos. Por outro lado, é preciso considerar que esta promessa de Romanos não é dirigida a todas as pessoas, mas apenas àqueles que O amam porque guardam Seus mandamentos, os Seus escolhidos, os que nasceram de novo, os que confiam nEle e não nas riquezas do mundo, que buscam sua segurança no céu e não na terra, uma vez que aprenderam a aceitar o sofrimento, a dor e a perseguição, certos de que Deus os está sustentando.

Charles Spurgeon, com sua capacidade inigualável de se expressar, certa vez escreveu: “Temo que toda a graça que encontrei nos meus momentos confortáveis e fáceis e nas horas alegres poderiam caber sobre uma moeda de um centavo. No entanto, o bem que recebi de minhas tristezas, dores e sofrimentos, é totalmente incalculável. O que não devo ao martelo e à lima! Aflição é o melhor equipamento da minha casa!”

E por que é assim? Porque o objetivo supremo do Senhor é nos fazer semelhantes a Seu Filho, como o apóstolo João escreve em 1 João 3.2, dizendo: Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.Atingir esta meta extraordinária, no entanto, implica, além de enfrentarmos as provações da maneira como Jesus faria, também em que conheçamos e apliquemos a Sua Palavra,  sejamos cheios do Espírito e sirvamo-Lo denodadamente, dia após dia.

Ao longo da vida nos deparamos com frequentes situações que podem abalar nossa fé, infortúnios incompreensíveis de vários tipos, desilusões das mais variadas dimensões e características, fracassos que nos abatem. Mas se cremos na encarnação de Jesus, cremos num Deus que suportou muito mais do que isso padecendo na cruz, e pode socorrer-nos porque Ele mesmo passou por circunstâncias muito mais difíceis que as nossas. E após a vergonhosa cruz veio enfim a gloriosa Ressurreição do Cristo que está conosco, Aquele que viu a vida em sua mais densa escuridão, a quem a passagem pela terra proporcionou o pior, que morreu, mas a morte não O pode reter, e que agora nos oferece parte nesta vitória.

Senhor, temos a plena convicção de que os Teus propósitos, que são inabalavelmente justos, abençoadores e perfeitos, nos tranquilizam em tempos de angústia, pois em nossos corações estamos certos de que Tu estás permitindo a aflição que estamos passando pela Tua vontade perfeita, e embora não consigamos compreender, queremos confiar e descansar em Ti. Sabemos que Tu nos guardarás em Teu amor e nos cobrirás com a Tua graça nesta provação para agirmos como Teus filhos, que farás dessa aflição uma bênção, ensinando-nos o que desejas que aprendamos, assim operando em nós a graça que Tu queres nos conceder. Confiamos de que no Teu tempo perfeito Tu nos restaurarás, e estaremos mais fortes espiritualmente, mais próximos de Ti e mais aptos a ajudar o nosso próximo. No nome precioso de Jesus oramos e agradecemos. Amém.

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