Abril 2011

Nick Vujicic

O que faz um homem ser extraordinário? Suas habilidades? Seus talentos? Não, seu sorriso, apesar das circunstâncias.

Como Deus usa um homem sem braços e sem pernas?

Quando Nick nasceu, seus pais não podiam acreditar naquele ser que viam. Mas como eram cristãos, escolheram confiar em Deus, acreditando que Ele teria um futuro para seu filho.

Com o passar dos anos, Nick várias vezes pensou em suicídio, mas sua mãe lhe disse: “Nick, Deus vai usá-lo. Não sei como, não sei quando, mas vai usá-lo”. Diz Nick: “Aquilo penetrou fundo no meu coração. A paz desceu sobre mim e senti que Deus respondia a minhas perguntas.” E continua: “Várias vezes fiquei magoado com Deus, questionando sobre o que não tinha, ao invés de agradecer pelo que eu tinha. E passei a ver que o que importa não é o exterior e sim o interior. Não faz sentido ser completo exteriormente, mas destruído interiormente. Quando os discípulos de Cristo questionaram-no sobre aquele cego de nascença em João 9.13, Ele deixou claro o porquê da cegueira: Jesus ia caminhando quando viu um homem que tinha nascido cego. Os seus discípulos perguntaram: — Mestre, por que este homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou por causa dos pecados dos pais dele? Jesus respondeu: — Ele é cego, sim, mas não por causa dos pecados dele nem por causa dos pecados dos pais dele. É cego para que o poder de Deus se mostre nele.

Algumas vezes desafiei a Deus, perguntando: Porquê o SENHOR me fez assim? Ele respondeu: Por quê? Você confia em mim?” Então Nick afirma: “Quando a nossa resposta é positiva, nada mais importa!”

Eu precisava saber porque estou aqui e onde poderia estar se não estivesse aqui. E sabia que esta verdade não encontraria em ninguém mais que em Jesus Cristo. Uma vez firmada esta verdade, passei a não ser um homem sem braços e sem pernas, mas um Filho de Deus. Sou um servo do Deus Altíssimo, não o Nick com sua capacidade ou incapacidade, ou suas conquistas. Eu não sou nada. Deus vive em mim, e eu agora vivo para Ele. Tudo o que Jesus conquistar eu conquisto também. Acredito que se Deus não te der o milagre que espera, você é um milagre de Deus. E pelo fato de eu não ter braços nem pernas é que Ele tem me usado por todo o mundo, e assim mais de 2.000 almas foram ganhas para Cristo nos últimos seis ou sete anos.

Prefiro não ter braços e pernas temporariamente aqui na terra, para poder levar pessoas a Cristo, e passar a eternidade com elas.”

Na última década Nick compartilhou sua história em 24 países com mais de 3.000.000 de pessoas, não se importado de falar a uma platéia que lota um estádio ou a uma só pessoa. O coração por trás da mensagem é o mesmo. Diz ele: “Deus o ama, Ele não esqueceu da sua dor, não esqueceu sua família, e talvez você esteja comparando seu sofrimento com o meu sofrimento, mas nossa esperança mútua está no nome de Deus, no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, e nossa esperança cresce quando você compara sua dor com o infinito e imensurável amor e graça de Deus. Isaias 40.31 diz: mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.

Eu não preciso de braços e de pernas, eu preciso, sim, das asas do Espírito Santo, e estou voando, porque conheci a Jesus e Ele me sustenta.

Não desista de Deus, porque Deus não desiste de você!”

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Pastor Luiz Bittencourt

Corria o ano de 1982, quando Itaipu, a maior barragem hidrelétrica do mundo estava no auge de sua construção, e fazer parte da equipe governamental que fiscalizava o sistema de transmissão de energia para todo o Brasil oferecia uma carreira fascinante, e um casal com dois filhos de 6 e 8 anos de idade – que amava ao Senhor Jesus e ajudavam missionários com suas ofertas – fazia parte desta equipe que tinha sua base na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná.

O futuro parecia brilhante para esta família que sonhava com muitas conquistas em todas as áreas da vida.

Quando tudo parecia estar no caminho certo, Deus interfere e diz que queria a família em tempo integral no ministério, como missionários entre as tribos indígenas primitivas do norte do País. Isso teve o efeito de um tornado em toda nossa estrutura emocional. Como cabeça do lar perdi meu chão. Decidi fazer uma viagem com minha esposa, juntamente com os missionários que atuavam naquela região, para confirmar se tratava-se de um chamado de Deus ou se era simplesmente um engano de nossa mente humana. Para nossa surpresa, o chamado ficou mais claro que o sol ao meio-dia. Percebi o quanto eu tinha medo do IDE, por isso não obedecia. Voltando da viagem, agora em casa, eclodiu uma guerra do Reino do Céu contra o reino do inferno dentro de minha mente. Foram dias dramáticos. Questionei a Deus, perguntei se Ele não sabia que tinha uma família para sustentar? Mansamente, Ele me fez lembrar de um acidente que havia sofrido anos atrás quando quatro veículos se chocaram, e eu trabalhava na transmissão de energia da Barragem Tucuruí , em Belém do Pará. Pessoas morreram, eu fui transferido inconsciente para o Hospital de Belém e então Senhor acrescentou: “se eu não salvasse você, quem cuidaria de sua família?” Com uma arrogância da qual hoje me envergonho, disse a Deus: “um a zero para o Senhor. Eu irei, mas não pedirei ajuda para ninguém, nem a igreja alguma, e se o Senhor não garantir Seu lado, volto no dia seguinte!”

Tomei a decisão, então, de morar com minha família em uma tribo que não falava uma palavra de português, e nós não sabíamos uma palavra da língua deles. Apenas alguns missionários da missão Wicliff já tinham feito contato com aquele povo, além de ter realizado alguma pesquisa lingüística. Glória a Deus que minha esposa sempre foi mais sensível à voz do Espírito Santo, e me apoiou com entusiasmo nesta decisão que parecia loucura. Depois de obedecer ao IDE, milagres começaram a acontecer, orações por curas foram respondidas instantaneamente, e comecei a ouvir Deus falando comigo. Parece que eu pensava que Ele era mudo, e foi então que descobri que eu é que era surdo. Dois anos se passaram, tudo prosperou tanto que não senti o tempo passar. Novos sonhos enchiam meu ser agora. Nossos filhos, que eram simplesmente crianças, como o Senhor Jesus disse que todos deveríamos ser, creio que por isto foram mais usados do que eu.

A primeira estratégia que Deus nos deu, foi perceber que a maior motivação daquele povo era aprender a falar português, então começamos a ensinar versículos Bíblicos e hinos, e nossos filhos eram excelentes nestas tarefas, principalmente porque na faixa etária deles podiam conviver a maior tempo brincando juntos. Mas no encerramento do segundo ano, quando orava a respeito, uma lembrança veio muito forte e me abalou. Tomei consciência de que havia acertado com Deus ficar um ano apenas, mas agora já estávamos no fim do segundo ano, então eu disse: “Senhor vou encerrar este ano e entregar o trabalho para uma organização missionária, porque eu preciso cuidar da minha vida.” A resposta foi firme e determinante: “A empresa na qual você trabalhava contava tempo de serviço, mas Eu Sou Eterno e meu chamado é eterno!!!” Senti-me pequeno como criança, mas reclamei: “não, não e não! E meus sonhos???” Percebi que eu estava lá, mas meu coração não estava. Em meu espírito percebi que Ele estava bravo e irredutível, então Lhe disse: “Faço uma proposta: continuo, mas quero estudar Teologia.” Então uma grande paz invadiu minha alma. Fiquei mais um ano na aldeia e depois fomos para o SBPV em Atibaia-SP, outra história de milagre, porque não tínhamos a menor condição financeira. Foi um choque cultural para nós, mas foi de Deus.

Hoje, já faz 23 anos que estamos em tempo integral no ministério. No início, ainda lá na aldeia primitiva, eu batia carinhosamente nas costas da minha esposa e dizia: “Sabe, só agora é que eu estou me tornando um verdadeiro crente. Antes eu cria no dinheiro, no sistema do mundo e pensava que cria em Deus. Hoje, porém, me pergunto por que não comecei antes.” Sim, se existe algum arrependimento, é apenas de não ter começados antes. Posteriormente trabalhamos com várias nações indígenas, e hoje exercemos nossas atividades a nível nacional através do Conplei – Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas e do Projeto JAT – Juntos Alcançando Tribos, onde atuo como presidente. Nossos filhos fizeram seus cursos universitários e servem ao Senhor Jesus, e mais ainda, o Pai Celestial os guardou de muitos problemas que enfrentam filhos de irmãos na fé que nunca foram para missões por causa dos seus próprios filhos.

O Senhor Jesus também me curou daquele orgulho que me fez dizer que não pediria ajuda para ninguém. Aprendi que somos interdependentes, somos um só corpo, e você, através de suas orações e de seu apoio, faz parte de nossa maravilhosa história com o amado Senhor Jesus.

Pastor Luiz Bittencourt, Meire, Jael e Ewald

Fones: (067) 3454-2893/9934-8472

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Missionária Luciana Cipelli

Nasci em São Paulo, Capital, em 21 de junho de 1977. Sou a filha mais velha de 5 irmãos, sendo 3 biológicos e 2 por adoção. Com 5 anos fui morar em São José do Rio Preto, cidade onde meus pais moram até hoje. Minha mãe era evangélica e meu pai católico e espírita.

Tive o meu encontro com Cristo aos 13 anos em um acampamento de verão, no carnaval. Desde então nunca mais saí da igreja.

Entendi o chamado de Deus há 11 anos e vim para a Jocum-Curitiba. Cursei a Escola de Treinamento e Discipulado de Julho a Novembro de 1999. Foi um divisor de águas em minha caminhada cristã. Aprendi muito. Voltei para minha “igreja mãe” presbiteriana de Vila Diniz e lá permaneci por 1 ano. Trabalhei como secretária da igreja, liderava o grupo de louvor e coordenava um grupo familiar. Em fevereiro de 2001 fui para Patrocínio, Minas Gerais, estudar e me preparar para ser Evangelista. No mês de outubro de 2003, a convite do Pastor Juarez Marcondes, vim conhecer a Igreja Presbiteriana de Curitiba e ser preletora na Conferência Missionária Infantil. Gostei da igreja e o pastor fez o convite para eu trabalhar na IPC no ano seguinte. A formatura aconteceu em Novembro de 2003.

No dia 5 de Janeiro de 2004 cheguei a Curitiba, e estou no sétimo ano de trabalho junto ao Departamento Infantil, como coordenadora. A função consiste em liderar, preparar, treinar e capacitar os professores da Escola Bíblica Dominical, culto Infantil, núcleo infantil e berçário. Duas vezes ao ano realizamos acampamentos. Nas férias de julho lidero a colônia de férias, antiga EBF (Escola Bíblica de Férias), e

na Conferência Missionária coordeno toda a programação infantil. Não é entretenimento, mas ministração da palavra de Deus.

Agradeço muito a Deus pela oportunidade de fazer algumas viagens missionárias: em 2008 à China, em 2009 ao Chile e agora em 2010 à África do Sul. Estas viagens abriram minha visão missionária para a realidade de outras nações, culturas e a realidade da missão transcultural. Espero em Deus viver outras experiências como estas e abençoar até aos confins da terra.

Em 2008 conclui o curso Normal Superior pela Faculdade Vizivali, em 2009 cursei um complemento em Pedagogia e hoje sou pedagoga formada. Ainda em 2009 fiz a Escola de Fundamentos em Educação pela Jocum-Curitiba, e agora pretendo cursar mestrado em Educação Cristã no Andrew Jamper.

O trabalho local com as crianças também é missão, pois filho de crente não é crentinho, e depois que a criança se entrega a Jesus ela é também uma missionária. Posso dizer que já temos muitas experiências legais para contar sobre as crianças!!! Das crianças que freqüentam nossa EBD e culto infantil, 25 são da nossa Casa Lar Hermínia Scheleder, e têm idade entre 5 e 12 anos.

Atuando em 3 núcleos familiares infantis, tenho percebido o crescimento espiritual das crianças.

Duas vezes por semana trabalho na Creche Míriam, ministrando aulas de Bíblia toda quarta-feira pela manhã e culto às sextas-feiras, semeando a Palavra de Deus.

Agora tenho um pedido a fazer: peço que orem pelo acampamento que iremos realizar nos dias 01, 02 e 03 de Outubro na chácara Castelinho. Sobre nós pesa uma grande responsabilidade espiritual e física nestes dias. Que o Senhor nos abençoe e guarde em todas as coisas.

Obrigada pelo carinho e atenção.

Conto com a oração de vocês.

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