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SE ANDAMOS NO ESPÍRITO

“Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos”. Gálatas 5.24 ((NVI)

 

 

 

 

Se somos verdadeiros cristãos, pertencemos inteiramente a Cristo, pois recebemos o Espírito Santo no momento de nossa conversão e, como decorrência, estamos livres do domínio da carne, isto é, das atitudes pecaminosas pelas quais optamos no passado e que nos colocaram contra Deus. Mas recordemos hoje que a carne ainda existe como poder ativo exterior, e é usada por satanás para nos tentar. Porém seu poder sobre nós é nenhum se estamos firmados na fé, se realmente crucificamos nossa natureza humana com todas as suas paixões e desejos, se agora andamos no Espírito.

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A GRANDE LUZ

Antes de Deus iniciar a criação do universo a partir do nada, só havia trevas, como Gênesis 1.1-2 relata: “No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Então o maravilhoso, todo-poderoso Criador, já no primeiro dia, nos versos 3-5 concebeu a luz: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia”.

 

No início tudo era disforme, vazio, havia total escuridão, não havia nada agradável para ser visto, e mesmo que houvesse não seria discernível porque a escuridão envolvia tudo. Então aprouve ao Senhor dar surgimento à luz, que considerou boa porque transformou para melhor o que já havia sido criado, dando visibilidade aos novos elementos e viabilidade a tudo o mais que ainda criaria: o firmamento, o mar, a terra e seus frutos, os luminares do céu, os peixes, as aves, os animais, e, finalmente, à Sua semelhança, o homem, a joia da criação divina.

 

Deus não criou as trevas, porque só a ausência da luz impedia que qualquer coisa fosse vista, porém nada havia para ser visto, além do caos e do vazio, à semelhança do estado de uma alma pecadora, que não tem Deus, por isso é escura, tenebrosa. Como era a nossa própria alma, até que um dia fomos transformados pela luz bendita e irresistível de Cristo, a grande luz que veio trazer ordem ao caos em que vivíamos, dissipando toda a treva do mal em nosso interior.

 

Não é sem razão, portanto, que somos instados por Cristo a andarmos na luz, a sermos luz, apartando-nos das trevas do mal e achegando-nos a Deus, a Suprema Luz, como 1 João 1.5-7 descreve: “Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”.

 

Helen Keller – devido a uma doença que ainda era pouco conhecida no século XIX – com dezoito meses de idade ficou cega e surda, e só aprendeu a falar aos sete anos, mas, apesar de todas as limitações, tornou-se uma mulher extraordinária que refletia a luz de Cristo.

 

Além de célebre conferencista, escritora e filósofa, ao desenvolver precioso trabalho em favor das pessoas portadoras de necessidades especiais, demonstrou que nem mesmo deficiências sensoriais são obstáculo para uma pessoa constituir-se em  bênção para os outros.

 

O Reverendo William Stidger, famoso pregador e escritor cristão, conta em seu livro “Há Sermões em Histórias”, como conheceu Helen Keller ao comparecer a uma de suas concorridas palestras, ao final da qual houve estrondosos aplausos, acompanhados com entusiasmo pela própria palestrante. De alguma forma incompreensível para os presentes, ela havia conseguido captar todo aquele arrebatamento que tomava conta da plateia.

 

Então alguém próximo perguntou como ela fora capaz de perceber os aplausos. “Pela vibração dos meus pés”, disse. Outro lhe perguntou qual era seu livro predileto. “A Bíblia, que é o livro mais maravilhoso do mundo!”, respondeu exultante. Questionada sobre a razão de sua preferência, disse: “Porque nas trevas em que vivo, a Bíblia me permite enxergar a Grande Luz”.

 

O profeta Isaías a esse propósito já escrevera no livro que leva o seu nome, capítulo 9, versículo 2, quase 2.700 anos antes, que O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”, referindo-se às trevas do mal em que vivia Judá, e à luz que afasta a escuridão. E Jesus Cristo, 700 anos depois, no Evangelho de João 8.12 afirmou: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”.

 

Em grandes festividades tradicionais que fazem parte do calendário de muitos países do mundo, as comemorações são feitas principalmente com a utilização de luzes que rompem a escuridão da noite, os fogos de artifício que provocam a admiração, especialmente das crianças.  Mas a luz artificial tem também outras finalidades importantes, como trazer luz às casas, às ruas, ao comércio, e a praticamente a todas as atividades humanas.

 

Porém, não há termo de comparação entre o esplendor da luz-matéria criada pelo homem, com a da luz-matéria criada por Deus, e muitíssimo menos ainda com a da luz-Espírito, que é o próprio Deus. A primeira forma de luz, que em nosso país tem origem principalmente hidrelétrica, é limitada pelas condições impostas pela natureza e pelo próprio homem – pluviosidade, funcionamento das turbinas, capacidade de transmissão e distribuição, níveis de consumo, durabilidade da usina, e assim por diante.

 

A segunda espécie de luz também é limitada, porém suas fontes geradoras têm existências muito mais longas, como o nosso sol, que segundo os cientistas já tem cerca de 4,6 bilhões de anos de idade, e que acreditam deverá chegar ao fim de sua vida só daqui a cerca de 10 bilhões de anos.

 

Porém a única forma de luz que tem duração infinita, ilimitada, pois sua fonte é divina, portanto eterna, centra-se no próprio Criador. A extraordinária promessa de que um dia esta será nossa única fonte de luz, fica bem marcada em Apocalipse 22.5, com uma descrição das maravilhas que nos esperam na Nova Jerusalém, porque na cidade de Deus não haverá mais trevas, assim como não haverá necessidade de luz alguma porque Deus a iluminará com sua presença, e Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”.

 

Jesus – sempre consciente da necessidade de remir o tempo em sua missão aqui na terra – nunca deixou passar oportunidade de ser luz por onde quer que andasse, enquanto nós frequentemente nos eximimos de fazê-lo. Quantas vezes as circunstâncias favoráveis surgem e nós as desperdiçamos, deixando de levar a luz do Evangelho a alguém por falta de prontidão, assim fazendo o que satanás, o deus deste século quer, como Paulo em 2 Coríntios 4.4 afirma: “… o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.

 

E assim, por receio ou por vergonha, deixamos de refletir a sublime, indispensável, salvadora luz de Cristo na vida do nosso próximo, talvez impedindo-o ou, na melhor das hipóteses, esquivando-nos de contribuir para que ele conheça a Cristo e tenha a luz da vida em si, como nosso Senhor ensinou  em João 8.12: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”.

 

Logo, como cristãos autênticos, é fundamental mantermo-nos em prontidão permanente para exercermos a nossa missão de portadores da luz de Cristo, atentando ao que Ele alertou em Lucas 9.26: Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos”. O apóstolo Paulo, por sua vez, escreveu em 2 Timóteo 4.1,2 (NTLH): …ordeno a você, com toda a firmeza, o seguinte: por causa da vinda de Cristo e do seu Reino, pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência, nos estimulando a proclamar o Evangelho a toda a criatura, em toda e qualquer circunstância, para alcançar quem está sem Jesus, portanto, imerso na escuridão do mal.

 

Jesus é a própria luz de Deus que veio aos homens, é a luz que dá vida aos homens, porque, da mesma maneira que uma flor não consegue florescer se não for banhada pela luz do sol, nossa vida cristã não consegue frutificar como Deus deseja se não estiver debaixo da luz incomparável da presença de Cristo, para sermos o que o Senhor afirmou em Mateus 5.14: “Vós sois a luz do mundo”.

 

Jesus Cristo é a Grande Luz que veio à terra para salvar-nos das trevas eternais que nos engolfavam, ao mesmo tempo que convida-nos a sermos luzeiros no mundo, poderosos espelhos que provocam a reflexão da Sua luz inigualável, como Paulo exorta seus discípulos em Filipenses 2.15, “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo…”.

 

Pai das Luzes, sabemos que aqueles que amam o pecado odeiam a luz porque ela expõe as suas maldades, as suas imperfeições, as suas vergonhas, e que por isso muitas vezes rejeitam a luz que refletimos. Não obstante, que a cada dia corajosamente levemos a luz de Cristo a quem quer que seja, conscientes de que até mesmo  Jesus, que é todo luz, veio para ser a luz do mundo e foi cruelmente rejeitado por alguns, a Sua luz inaudita um dia nos iluminou para que a reflitamos neste mundo tomado por densas trevas. É no nome precioso, santo e único de Jesus Cristo que, de antemão agradecidos, oramos. Amém.

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BEM E MAL

“Procurem fazer o bem. Fujam do mal e vocês viverão! Quando isso acontecer, o Senhor Deus do Universo será de fato o seu Auxiliador, como vocês dizem que Ele é”. Amós 5.14 (Bíblia Viva)

 

 

 

 

Nosso Deus, que é o paradigma máximo e inalcançável da bondade, estabelece como condição indispensável para que estejamos com Ele e Ele conosco, que pratiquemos o bem e nos afastemos radicalmente do mal. O profeta Amós, em torno do ano 750 a.C., já admoestava os israelitas sobre o fato de que as coisas não iam bem para eles – embora o Senhor estivesse pronto para abençoá-los – como consequência de sua inclinação para o mal, em especial por causa de sua falsa religiosidade. Acautelemo-nos hoje e sempre, pois, para que sejamos cristãos sinceros, em tudo buscando ser aprovados por Deus!

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