Maio 2011

Entendendo a Relação com Deus

Por Gerson Foltran

Anos atrás li um livro do rabino Harold S. Kushner intitulado “Quando Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas” . No livro ele derramava seu coração compungido pela perda de um filho, em circunstâncias trágicas. E a pergunta aflorou naturalmente num grito de dor: por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

Acredito que essa pergunta já passou pela cabeça de todos, seja por experiências pessoais, seja pela solidariedade com os que sofrem pela ação da bala perdida, do sequestro, do acidente inesperado, da doença diagnosticada tardiamente …

É uma questão que merece algumas considerações, para fugirmos da ilação de que nosso Deus é causa do mal que nos aflige, seja por omissão, seja por irada manifestação.

A primeira questão é saber se existem pessoas efetivamente boas. O texto bíblico nos diz que não há um justo sequer. E Jesus, respondendo ao moço rico, afirma que o tratamento ‘bom’ cabe apenas a Deus. E ele mesmo, sem ter pecados, experimentou sofrimento atroz. Assim, por esse ângulo, a pergunta do rabino – que repetimos a cada dificuldade – seria despropositada, porque a bondade efetivamente não mora em nós. Basta, para evidenciar isso, a vida calamitosa de muitos que poderiam ser resgatados, física, psicológica, material e espiritualmente por nossa ação, de muitas formas – e essa ação não acontece!

Depois, não mereceria cada situação uma outra forma de questionamento? Se em vez do ‘por que’ nós perguntarmos ‘para que’ a questão muda completamente de figura. Quando perguntamos ‘por que’ nós passamos a bola para a outra parte , que precisa se explicar. Quando nos perguntamos ‘para que’ chamamos o jogo para nós mesmos. O sofrimento aconteceu para nos afundar, nos levar ao desespero, para causar pânico, para nos jogar em depressão, para peitar Deus, questionando os méritos do acontecido? Ou ele ocorreu para nos despertar da letargia, nos acordar para a vida, para revisarmos valores, para reciclarmos projetos, para aferirmos sentidos – para buscar em Deus a luz?

Olhar para o futuro com uma nova visão tem o condão de transformar o impacto da tragédia. A consciência da importância da vida e da compreensão dos verdadeiros valores reforma nossa visão dos fatos acrescentando variantes antes não contempladas. A leitura crítica da vida e de seu significado real não têm a evidência necessária sem o tempero da dor, que tem o condão de despertar sensibilidades adormecidas pelo ócio que é parte integrante do ser, levando à acomodação.

Assim, quando a dor ocorrer, só temos um caminho a percorrer: o da sintonia com Deus! Isso vai gerar, num primeiro momento, ‘a paz que excede a todo o entendimento’ – aquela paz maluca, que não podemos entender porque vem quando, a nosso julgamento, seria incabível. E, depois, vai brotar uma energia irrefreável, que nos permitirá fazer o impensado, enfrentar o impossível, desafiar as sombras da alma, responder as questões existenciais, ousar o inconcebível …

Ore comigo: Eu acredito no amor de meu Pai, que sofreu ao entregar o seu Filho. Eu creio na ação salvadora de Jesus, que não temeu sofrer por mim. Eu quero viver a realidade transformadora de acolher o Espírito Santo, que circula em meio ao pecado em busca da porta que abre. Eu aceito viver a minha vida na certeza de estar compondo o Reino de Deus na terra. Amém, assim seja.


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Vivencial, 25/05/2011

Chegamos um pouco mais cedo nessa quarta-feira, dia 25, ao Vivencial das Oliveiras para a nossa reunião de costume, pois deveríamos participar de um lanche com as residentes. Esta reunião foi muito importante para todos os participantes – residentes e visitantes – pois marcou o início oficial do novo Núcleo Familiar que tomou o nome de Núcleo Vivencial. Agora esse grupo está oficialmente constituído e inserido no conjunto dos Núcleos Familiares da Igreja Presbiteriana de Curitiba, e dela receberá apoio e supervisão necessários para seu prosseguimento e crescimento natural. Participaram do evento 15 pessoas, entre residentes e visitantes, sendo três casais que lá vêm marcando sua presença todas as quartas-feiras.

Foi um tempo especial de muita alegria! Difícil é saber quem está sendo mais abençoado: os que vão e voltam toda semana ou as que ficam, que sempre dizem aguardar ansiosamente a próxima quarta-feira para poderem desfrutar da presença carinhosa dos irmãos, ouvir o ensino da Palavra, e louvar e orar ao nosso Deus.

A Palavra tem sido apresentada pela Nanny, que vem desenvolvendo estudos com base em Gálatas 2:25. Nesta quarta-feira, aprendemos um pouco mais sobre o amor, o mais importante dos dons do Espírito Santo. Foi realmente muito bom. Outros irmãos também deverão se juntar a ela e trazer suas contribuições. Convidamos a todos a estarem conosco e assim levarem afeição e ternura àqueles entes queridos.

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