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SEM AMOR

Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, tinha ordenado isto ao povo: Sejam honestos e corretos e tratem uns aos outros com bondade e compaixão. (…) Porém eles se revoltaram e não quiseram obedecer. Viraram as costas para mim e taparam os ouvidos para não ouvir as minhas ordens. Zacarias 7.9,11 (NTLH)

 

 

 

 

Há mais de 2.500 anos Deus já exortava e admoestava Seu povo pela desobediência e obstinação de atitudes, através das quais perseveravam na impiedade e na injustiça com relação aos irmãos, recusando-se a ouvir a Palavra do Senhor e a se submeter ao jugo suave e ao fardo leve dos Seus mandamentos. Nos dias de hoje sabemos que há pouca ou nenhuma diferença em determinados lugares em que supostamente cultua-se a Deus: faz-se acepção de pessoas, inexistem atitudes fraternas, a injustiça é regra geral, e ignora-se que, sem amor, sacrifícios e adoração nada significam para Deus! 

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A PALAVRA QUE LIBERTA

A Bíblia é o maior, melhor e mais confiável documento de todos os tempos. Suas afirmações são continuamente confirmadas por meio de novas escavações que são realizadas, de achados arqueológicos, de escritos antigos, de descobertas surpreendentes e dos avanços no conhecimento científico.

 

Com vendas totais estimadas em mais de cinco bilhões de cópias, a Bíblia é amplamente considerada a publicação mais vendida de todos os tempos. Ela teve uma profunda influência tanto na cultura e história ocidentais quanto nas culturas ao redor do mundo. O estudo da Bíblia por meio da crítica bíblica também impactou indiretamente a cultura e a história. A Bíblia está atualmente traduzida ou sendo traduzida para cerca de metade das línguas existentes do mundo.

 

Como cristãos, cremos ser ela a verdadeira, inspirada, infalível e única Palavra de Deus, composta pelo Velho e Novo Testamentos, pelos quais devemos reger as nossas vidas, e é a nossa única regra de fé e prática. Não temos dúvidas, de igual sorte, na sua inerrância em todas as áreas em que porventura venha a se expressar.

 

O profeta Oséias, em torno do ano 710 a.C., profetizando para Israel em 4.6 do seu livro, assim registra que Deus nos ama incondicionalmente, mas ressalta a necessidade de conhecimento e obediência da Sua Palavra para evitar a destruição e alcançar a vida eterna: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento (…); visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecei de teus filhos.”  

 

A falta do conhecimento pessoal de Deus através da Bíblia pode destruir um povo, não porque tal conhecimento esteja fora do alcance de todos, mas porque as pessoas continuam ignorando a verdade revelada por Jesus, pelos apóstolos e pelos profetas. A verdade está disponível a todos nas Escrituras Sagradas, mas infelizmente não são poucas as pessoas que, por não a conhecerem e até a desprezarem, estão sendo destruídas pelo poder do maligno que atua juntamente com o pecado alimentado pelos costumes mundanos que são totalmente opostos à vontade de Deus, expressa por seus mandamentos e preceitos.

 

O salmista – que emprega ao longo do Salmo 119 nada menos que dez termos diferentes para designar a Palavra de Deus – assim declara nos versículos 1-4: “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca.”

 

A Doutrina Reformada enfatiza a soberania absoluta de Deus e a autoridade suprema da Bíblia. Calvino, teólogo, religioso e escritor cristão que foi um dos principais líderes da Reforma Protestante, certa vez afirmou: “… a função peculiar do Espírito Santo consiste em gravar a Lei de Deus em nossos corações, a Igreja é a escola de Deus, e o Espírito é o Mestre”, estabelecendo que para progredirmos nesta escola, “… devemos antes renunciar ao nosso próprio entendimento e à nossa própria vontade”.

 

A Bíblia existe para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus sobre todas as coisas. Assim ela a si mesma se denomina como a Sagrada Escritura, e na segunda carta que escreveu a seu discípulo Timóteo, em 3.15-17, o apóstolo Paulo escreve: “… desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

 

Quando lemos a Bíblia devemos orar ao Senhor Jesus para que Ele nos dê a revelação da palavra, como em Efésios 6.17-18 Paulo exorta: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

 

Devemos orar também para que sejamos capacitados pelo Espírito Santo a viver a palavra de Deus, e não simplesmente apenas conhecê-la em nossa mente, pois o simples fato de sermos conhecedores da Bíblia não nos faz necessariamente cristãos. Os doutores da lei judeus, por exemplo, conheciam as escrituras, mas não aceitavam a Cristo. O Evangelho de João em 5.39-40 faz esse relato desta declaração definitiva de Jesus: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida”.

 

Assim sendo, considerando a suprema, inarredável, fulcral importância do conhecimento da Palavra de Deus pelo verdadeiro cristão é seguramente indispensável:

 

estudar a Bíblia, como em Apocalipse 1.33 está explícito: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”;

 

pregar a Bíblia, tal como Paulo em 2 Timóteo 4.2 determina a seu discípulo: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”;

 

meditar na Bíblia com prazer e alegria,  como o Salmo 1.2 discorre sobre aquele que é temente a Deus: “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”;

 

ensinar a Bíblia, como Jesus determinou em Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

 

e, principalmente, praticar a Bíblia, atendendo ao que Tiago 1.22 estabelece e alerta: Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.

 

Senhor, como cristãos fiéis, que nos pautemos sempre pela obediência à Tua Palavra inerrante, indispensável, libertadora, que é luz para o nosso caminho, rogando que nos capacites a discernir a Tua vontade perfeita e soberana em todos os aspectos da nossa vida terreal, capacitando-nos a fazer dela nossa guia e companheira permanente dia e noite. Capacita-nos, ó Pai, para que nos mantenhamos sempre firmados nos caminhos que através dela nos ensina a trilhar, obedientes aos ensinamentos apreendidos e aos valores que Tu nos determinas seguir. É no nome santo e precioso de Jesus, que está acima de todo nome que oramos agradecidos. Amém.

 

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FÉ E GRAÇA

Portanto, a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graça e seja assim garantida a toda a descendência de Abraão; não apenas aos que estão sob o regime da lei, mas também aos que têm a fé que Abraão teve. Ele é o pai de todos nós. Romanos 4.16 (NVI)

 

 

 

 

 

Paulo assevera que a promessa de Deus feita a Abraão estava fundamentada somente na fé, por essa razão fica estabelecido que a salvação só é possível pela graça, o favor imerecido de Deus, não se baseando na observância de qualquer lei ou ritual como a circuncisão, assim fazendo de Abrahão o pai de todos os crentes. Existem dois caminhos para termos comunhão com Deus: o primeiro é tentarmos fazê-lo por nossos próprios esforços, e está destinado ao fracasso; o segundo, inevitavelmente bem-sucedido, é quando O buscamos pela fé em Cristo, baseada incondicionalmente na graça de Deus!

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