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CHEIOS DO ESPÍRITO

A Palavra de Deus em Efésios 5.18 nos persuade a que permitamos que o Espírito Santo nos guie, tenha o controle pleno da nossa vida, para que então experimentemos a Sua paz e alegria, assim exortando: “… enchei-vos do Espírito”.

 

O verdadeiro cristão foi regenerado, afirma Jesus na passagem que está em João 16.7-14: “…  eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”.

 

Foi batizado no corpo de Cristo pelo Espírito Santo, diz João Batista em João 1.33: “Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo”. E Jesus instrui Seus discípulos em João 14.15-17: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”.

 

Assim, todo crente autêntico foi habitado pelo Espírito, foi selado pelo Espírito e o Espírito é o penhor de sua redenção, ensina Paulo em Efésios 1.13: “… depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa…”.

 

Sem a plenitude do Espírito o cristão é fraco, carnal e derrotado, e a vida cristã fica relegada a um plano secundário, mas ter a plenitude do Espírito é estar sob o Seu controle, pela Sua presença e poder, por isso Paulo exorta em Efésios 5.14-20: “… Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,  dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”.

 

O Espírito Santo não obriga, não força ninguém a ser cheio dEle, por isso o crente precisa desejar a plenitude do Espírito para que ela seja possível e aconteça. Em todos os outros ministérios do Espírito Ele opera soberanamente e tudo faz sem a cooperação do crente, porém neste ministério é imprescindível o exercício da vontade do cristão. E a plenitude do Espírito faz toda a diferença entre um homem espiritual e um homem carnal.

 

Billy Graham certa vez escreveu: “Todos os cristãos devem ser cheios do Espírito. Qualquer coisa menos que isto é só parte do plano de Deus para nossa vida”. E ser cheio do Espírito tem uma dupla implicação: Jesus, que em Mateus 18.11 afirmou, Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido”, pelo poder do Espírito Santo produzirá através de nós o resultado de almas ganhas para Ele, como afirmou em Mateus 4.19: “… Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”.

 

À medida que o Espírito Santo nos controla, amadurecemos em Cristo e o fruto do Espírito que Paulo descreve em Gálatas 5.22,23, se tornará cada vez mais evidente e presente em nossa vida: “… amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Então a Palavra de Deus se tornará cada vez mais significativa para nós e sempre mais presente em nosso cotidiano, constituindo-se na base do nosso crescimento espiritual, como Paulo assim augura e orienta em Colossenses 3.16, pois é o Espírito Santo quem ilumina e aplica a Palavra em nossas vidas: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”.

 

Há um só batismo pelo Espírito Santo, que ocorre quando da conversão da pessoa, como Paulo ensina em 1 Coríntios 12.13: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito”. Contudo, o enchimento do Espírito é indispensável para todos os crentes que pretendem viver a vida em abundância que Cristo prometeu.

 

Por exemplo, os coríntios foram batizados e receberam o Espírito, mas Paulo considerava-os carnais como lemos em 1 Coríntios 3.1-3 quando afirma: “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?”

 

Os gálatas também haviam sido batizados em Cristo, como Paulo em Gálatas 3.27 lembra, mas foi obrigado a repreendê-los duramente em 1.6, dizendo que “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho…”, e continuando em 3.3: “Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?” Ou seja, embora batizados em Cristo e tendo recebido o Espírito, a obra de Deus não poderia ser completada neles pois lhes faltava a plenitude do Espírito.

 

Porém os primeiros discípulos eram seguramente cheios do Espírito, como podemos comprovar pela declaração de Lucas em Atos 4.8 com relação a Pedro: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse…”; quando reunidos em oração: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”; quando da convocação de colaboradores em 6.3: “… irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria…”; pela escolha de Estêvão: “… elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo…”; com a extraordinária conversão de Saulo em 9.17: “Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”; quando da transformação de Paulo em 13.9: “… Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo…”.

 

A prestigiosa Bíblia de Estudos de Genebra é clara, didática e assertiva quando acentua: “No momento em que nascem de novo, os crentes em Jesus recebem o Espírito… Todos os dons para a vida de serviço que aparecem subsequentemente na vida dos cristãos fluem desse batismo inicial no Espírito, porque por meio desse batismo o pecador está unido ao Cristo ressurreto.”

 

Como verdadeiros cristãos, precisamos desejar ardentemente a plenitude do Espírito, porque sem ela seremos sempre crentes incompletos, e Deus está pronto a nos conceder esta bênção, como Jesus em Lucas 11.13 prometeu: Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

 

Pai Santo e Eterno, desejamos ser cheios de teu Santo Espírito, como Tu nos ordenaste. Mas sabemos que alcançarmos tal desiderato não é um evento único, mas sim um fato real e contínuo que devemos vivenciar a cada dia de nossas vidas, como um processo que se renova perpetuamente pela submissão contínua a Cristo. Capacita-nos a fazer tudo o que for necessário para isto, Senhor, ajudando-nos a reconhecer os nossos pecados, a confessá-los e nos arrependermos contritos, vivendo cada dia em estrita obediência  à Tua Santa Palavra. Assim oramos, Pai Amado, em nome de Jesus. Amém.

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CHEIOS DO ESPÍRITO

Vivemos dias maus, cada vez piores em todo o mundo, com conflitos incessantes entre as nações, gerando desentendimentos de ordem econômica, social, política e humana, onde o predomínio de guerras, genocídios, corrupção, ganância e ameaças bélicas são a tônica. Mas, acima de tudo, predomina a ausência de Deus, a cegueira completa a respeito dos verdadeiros e eternos valores que Ele estabeleceu e que são olimpicamente desprezados pelas lideranças das nações, em especial as mais poderosas, dominadas pelo materialismo e pelo aqui e agora nefasto, cego e surdo para os elevados valores do espírito que Cristo pregou.

 

Então lembramos de Paulo  que em sua carta aos Efésios 5.15-18, assim exorta a que nós cristãos vivamos uma vida sensata, equilibrada, orientados pela Palavra Eterna, Infalível e Inerrante de Deus: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E (…) enchei-vos do Espírito”.

 

Nesta passagem o apóstolo nos mostra que uma das características da verdadeira vida cristã é a maneira responsável, equilibrada, sensata, de viver. Devemos lidar com a vida com a sabedoria de quem conhece a Deus e a sua verdade. Quem vive com sabedoria é prudente, sóbrio e ao enfrentar uma situação de difícil solução, se pergunta: como Jesus agiria se estivesse em meu lugar? Por isso nossa atitude como cristãos deve ser invariavelmente a de consultar ao Senhor em oração antes de agir, de modo a ter a certeza de que aquilo que se pretende fazer glorificará o Seu nome.

 

Aquele que vive com sabedoria procura usar bem o tempo. O que significa remir o tempo? Significa tirar o máximo proveito possível de cada minuto que Deus nos concede, vivendo uma vida sensata, equilibrada, santa, pois quatro coisas não retornam jamais: a pedra lançada, a palavra proferida, a ocasião perdida e o tempo de vida que o Senhor nos concedeu.

 

Por isso, um dos maiores cuidados que deveríamos ter na vida é com o tempo que Ele nos proporciona cotidianamente. Por quê? Em primeiro lugar, porque o nosso tempo de vida é curto; em segundo, porque nunca mais viveremos esta vida; em terceiro, porque o tempo é uma dádiva de Deus que nos coloca diante de inúmeras possibilidades, e em quarto lugar, porque o tempo é irrecuperável.

 

John Stott no seu comentário sobre a carta aos Efésios diz o seguinte: “… alguém colocou um anúncio certa vez da seguinte forma: ‘perdidas, ontem, em algum lugar entre o nascer e o por do sol, duas horas de ouro, cada uma cravejada com sessenta minutos de diamantes. Mas nenhuma recompensa é oferecida, pois foram-se para sempre’”.

 

Paulo afirma que os dias são tão difíceis que precisamos ser sábios para aproveitar as oportunidades que Deus, pela sua graça, nos concede em meio ao caos da vida na presente era. E Deus costuma nos dar a cada dia inúmeras oportunidades: falarmos de Jesus, proclamarmos a Sua Palavra, nos reconciliarmos com alguém, tudo fazermos para crescer espiritualmente, buscarmos a Sua face e servi-Lo, são alguns exemplos. Mas, atenção: alguém já disse que a oportunidade bate, mas é preciso que abramos a porta!

 

Costuma-se dizer que Deus tem duas espécies de vontade para as nossas vidas: a primeira é chamada de vontade geral, que diz respeito àquilo que Ele deseja que o Seu povo seja e faça. Esta vontade pode ser conhecida através da Bíblia, que é a Sua palavra. Faz parte desta vontade viver para a glória do Seu nome, amá-Lo com todo o nosso ser e amarmos ao próximo como a nós mesmos. A segunda é chamada de vontade específica, que tem a ver com o plano individual que Ele tem para cada um de nós. Esta última tem a ver com a escolha da profissão, do cônjuge, do ministério na igreja, da cidade onde vamos morar. Esta vontade não é encontrada na Bíblia, mas a Palavra de Deus nos dá os parâmetros seguros, as direções corretas para as nossas escolhas e decisões.

 

A vida normal do cristão deve ser uma vida cheia do Espírito. Quando assim estamos, nos apegamos à Palavra, e o Espírito é quem a ilumina e a aplica em nossas vidas. Mas, ao contrário do que alguns pensam, não são necessárias regras litúrgicas, manifestações exteriores de êxtase ou de emoção para revelarmos estar cheios do Espírito. Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de Cristo e permanecer nEle, que nos ensina em João 15.1-17: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.  O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros”.

 

Ser cheio do Espírito tem uma dupla significação: Jesus, que veio salvar o perdido pelo poder do Espírito, produzirá através de nós, como resultado, almas ganhas para Ele que então nos assegura em Mateus 4.19: “… Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”.

 

Por outro lado, à medida que o Espírito nos controla, amadurecemos em Cristo e o fruto do Espírito se torna cada vez mais evidente em nossas vidas, passando a expressar-se da forma como Paulo ensinou em Gálatas 5.22-23: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”.

 

Concomitantemente, a Palavra de Deus se tornará mais significativa para nós, e ela é a base do nosso crescimento espiritual, é o que Paulo mostra em Colossenses 3.16:  “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”.

 

Senhor bendito, vivemos em um mundo que jaz no maligno, por isso somos o tempo todo ameaçados pela mundanidade reinante, onde os Teus valores, Senhor, são postergados, desprezados, colocados em plano secundário, em favor das questões carnais, materiais, físicas, em frontal desconformidade com a Tua Palavra. Mas nós que somos Teus, Pai, desejamos nos afastar completamente do domínio das obras da carne, vivendo sempre cheios do Espírito, totalmente entregues a Cristo Jesus em humilde submissão à Sua vontade perfeita e soberana. É assim que oramos contritos e agradecidos no nome santo de Jesus, que está acima de todo nome nos céus e na terra. Amém.

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CHEIOS DO ESPÍRITO

Ser cheio do Espírito Santo significa estar controlado por Ele, e como consequência, se assim nos encontramos, somos santificados pelo Seu agir poderoso em nós, nos transformando e nos conformando mais e mais a Cristo, que é o nosso alvo existencial fundamental.

 

Ser cheio do Espírito Santo vai muito além da manifestação de dons espirituais. Ser cheio do Espírito retrata um estado de vida, alma e espírito totalmente conectados e dependentes da direção de Deus, e se assim nos encontramos, tudo o que fazemos, dizemos, escolhemos, decidimos, todas as nossas atitudes são guiadas por Ele e, portanto, revelam plena conformidade e obediência à vontade do Pai.

 

A passagem de Gálatas 5.16-25 é emblemática a respeito da importância crucial de sermos cheios do Espírito e de andarmos no Espírito, e Paulo detalha as bênçãos que tal condição nos concede e as terríveis consequências para quem se deixa dominar pela deletéria carnalidade: Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”.

 

Portanto, quanto mais cheios do Espírito estivermos, mais amorosos, alegres, pacíficos, longânimes, benignos, bondosos, fiéis e mansos formos, e quanto mais domínio próprio tivermos, menos as coisas da carne, as paixões mundanas e a ambição desmedida por bens materiais, a ganância e o anseio por prazeres sensuais ilícitos exercerão atração sobre nós.

 

Observemos, contudo, que em Atos 2.4, no dia de Pentecostes, os 120 presentes receberam o Espírito Santo, mas tiveram a necessidade de ser enchidos novamente, como mostra Atos 4.31. Isso demonstra que para uma vida cristã verdadeira e plena, precisamos ser permanentemente cheios do Espírito, pois se andamos no Espírito devemos ser guiados por Ele ao longo de toda a nossa vida, continuamente recebendo Seus influxos . E lembremos que sermos cheios do Espírito e termos a Palavra de Deus em nós significa basicamente a mesma coisa, por isso Paulo em Colossenses 3.16 exorta: “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo…”.

 

Consideremos algumas outras razões essenciais para sermos cheios do Espírito:

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito…”, admoesta Paulo em Efésios 5.18. Enquanto a embriaguez produz uma alegria enganosa e passageira com consequências deletérias, estar cheio do Espírito gera um gozo duradouro e benfazejo;

“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões…”, é o desejo de Deus anunciado pela boca do profeta Joel 2.28;

“… mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”, prometeu Jesus em Atos 1.8, comissionando Sua Igreja;

“… para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior…”, ora Paulo em favor de seus discípulos em Efésios 3.16;

Todos os grandes homens da Bíblia foram cheios do Espírito. No Antigo Testamento, temos os casos dos Setenta Anciãos (Números 11.25), Otniel (Juízes 3.10), Gideão (Juízes 6.34), Jefté (Juízes 11.29), Sansão (Juízes 14.6), Saul (1 Samuel 10.10) e Davi (1 Samuel 16.13). No Novo Testamento, algumas pessoas cheias do Espírito foram João Batista (Lucas 1.15), Maria (Lucas 1.35, 46-55), Isabel (Lucas 1.41), Zacarias (Lucas 1.67-79), Simeão (Lucas 2.25-35), Ana, a profetisa (Lucas 2.36-38), Jesus (Lucas 2.40-52; 4.1), Os Discípulos (Atos 2.4), Pedro (Atos 4.8), Os Diáconos (Atos 6.3), Estêvão (Atos 7.55), Barnabé (Atos 11.24) e Paulo (Atos 13.9).

 

E como poderemos ser cheios do Espírito Santo? Seremos cheios do Espírito Santo pela fé, se voluntariamente desejarmos sinceramente ser controlados e fortalecidos por Ele (Lucas 11.13; João 7.37-39); se confessarmos e agradecermos a Deus por nos haver perdoado todos os pecados – passados, presentes e futuros – porque para isto Cristo morreu por nós (Colossenses 2.13-15; 1 João 1; 2.1-3; Hebreus 10.10-17); se apresentarmos todo o nosso ser e nossa vida a Deus (Romanos 12.1,2). Então, pela fé podemos nos apropriar da plenitude do Espírito Santo, de acordo com a conhecida ordenança de Paulo em Efésios 5.18  “… enchei-vos do Espírito” e confiados em 1 João 5.14,15: E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.

 

Mas não basta adquirirmos a plenitude do Espírito uma vez, e considerarmo-nos plenos pelo resto da existência. É preciso deixarmo-nos encher pelo Espírito Santo a cada dia de nossas vidas, em um processo contínuo e permanente de entrega a Cristo. Mas como permanecermos plenos do Espírito? Lembremo-nos que este é um processo cuja continuidade e eficácia estão alicerçadas em:

Vida de oração (Efésios 3.14), oração individual do crente (1 Reis 8.54; Daniel 6.10; Lucas 22.41; Atos 9.40), oração coletiva da Igreja (Judas 20; Efésios 6.18; Atos 12.12) e oração de intercessão (Romanos 15.30; Efésios 6.19; 1 Samuel 12.23);

Fortalecimento constante (Efésios 3.16), do espírito (Lucas 4.14), do homem interior (Romanos 7.22,23; 2 Coríntios 4.16) e segundo as riquezas da glória de Cristo (Efésios 1.7,18; 3.16; Romanos 9.23; 11.33);

Profunda comunhão com Cristo (Efésios 3.17), pelo Seu sangue (1 João 1.7), pelo Seu senhorio (João 15.5; Efésios 2.21,22; João 17.23; Gálatas 2.20; Apocalipse 3.20) e pela Palavra (1 Coríntios 1.9);

Visão espiritual do amor de Cristo (Efésios 3.18,19), pelo conhecimento (Efésios 5.2), pela compreensão (1 Coríntios 13.13; Gálatas 5.22) e por nossas raízes neste amor (Mateus 13.6; Romanos 5.5);

Utilização do que temos recebido (Efésios 3.20,21), pelo poder que opera em nós (Efésios 1.19; Colossenses 1.29) e pela consecução da plenitude de Cristo (Efésios 4.13; 5.18).

 

Todos nós lamentamos – como Paulo em Romanos 7.15-19 – estar submetidos à luta constante entre a nossa velha criatura e a nova, e somente pelo poder do Espírito Santo poderemos viver uma vida que glorifica a Deus. Mas em Atos 1.8 Jesus também prometeu-nos o poder do Espírito para capacitar-nos a servi-Lo: “… mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” É por esse poder extraordinário do qual Pedro estava tão cheio do Espírito quando pregou no dia de Pentecostes, que 3.000 pessoas foram convertidas.

 

Quais são as características do crente cheio do Espírito? Paulo, em Efésios 5.15-21 nos exorta para que: andemos prudente e sabiamente (verso 15), no caminho que Deus nos mostrou, sem desviarmo-nos para a esquerda ou para a direita; aproveitemos o tempo da melhor forma possível (verso 16), pois o tempo pode ser perdido, porém nunca recuperado; procuremos compreender a vontade do Senhor (verso 17), e é através da Palavra que descobriremos qual é “a boa e perfeita vontade do Senhor”; cantemos um novo cântico (verso 19), pois fomos remidos – lavados no sangue do Cordeiro – e temos, portanto, razões de sobra para cantar; demos sempre e por tudo graças a Deus (verso 20), pois o crente cheio do Espírito é uma pessoa agradecida, que ao orar agradece muito mais do que pede; sujeitemo-nos aos outros no temor de Cristo (verso 21), e como Paulo recomendou em Filipenses 2.3: Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”.

 

Deus quer que estejamos mais próximos de Cristo, mais assemelhados a Ele, e para isto é essencial que o Espírito Santo assuma total controle de nossa vida, por isso precisamos estar conscientes de que a ordenança “… enchei-vos do Espírito” não é uma opcional, mas sim uma determinação divina para ser obedecida e renovada a cada dia de nossas vidas!

 

Senhor Deus, sabemos que a obediência à tua determinação para enchermo-nos do espírito não é de nossa livre escolha, mas é mais uma de Tuas benfazejas e amorosas ordenanças por meio das quais Tu desejas nos abençoar prodigamente e fazer-nos Teus servos úteis e fiéis. Ajuda-nos, assim, Pai, a que dia após dia, estejamos nos santificando e perseguindo persistentemente o objetivo de nos assemelharmos mais a Cristo Jesus. É no nome dEle, que está acima de todo nome, que oramos profundamente agradecidos. Amém.

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