A PALAVRA QUE LIBERTA
A Bíblia é o maior, melhor e mais confiável documento de todos os tempos. Suas afirmações são continuamente confirmadas por meio de novas escavações que são realizadas, de achados arqueológicos, de escritos antigos, de descobertas surpreendentes e dos avanços no conhecimento científico.
Com vendas totais estimadas em mais de cinco bilhões de cópias, a Bíblia é amplamente considerada a publicação mais vendida de todos os tempos. Ela teve uma profunda influência tanto na cultura e história ocidentais quanto nas culturas ao redor do mundo. O estudo da Bíblia por meio da crítica bíblica também impactou indiretamente a cultura e a história. A Bíblia está atualmente traduzida ou sendo traduzida para cerca de metade das línguas existentes do mundo.
Como cristãos, cremos ser ela a verdadeira, inspirada, infalível e única Palavra de Deus, composta pelo Velho e Novo Testamentos, pelos quais devemos reger as nossas vidas, e é a nossa única regra de fé e prática. Não temos dúvidas, de igual sorte, na sua inerrância em todas as áreas em que porventura venha a se expressar.
O profeta Oséias, em torno do ano 710 a.C., profetizando para Israel em 4.6 do seu livro, assim registra que Deus nos ama incondicionalmente, mas ressalta a necessidade de conhecimento e obediência da Sua Palavra para evitar a destruição e alcançar a vida eterna: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento (…); visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecei de teus filhos.”
A falta do conhecimento pessoal de Deus através da Bíblia pode destruir um povo, não porque tal conhecimento esteja fora do alcance de todos, mas porque as pessoas continuam ignorando a verdade revelada por Jesus, pelos apóstolos e pelos profetas. A verdade está disponível a todos nas Escrituras Sagradas, mas infelizmente não são poucas as pessoas que, por não a conhecerem e até a desprezarem, estão sendo destruídas pelo poder do maligno que atua juntamente com o pecado alimentado pelos costumes mundanos que são totalmente opostos à vontade de Deus, expressa por seus mandamentos e preceitos.
O salmista – que emprega ao longo do Salmo 119 nada menos que dez termos diferentes para designar a Palavra de Deus – assim declara nos versículos 1-4: “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca.”
A Doutrina Reformada enfatiza a soberania absoluta de Deus e a autoridade suprema da Bíblia. Calvino, teólogo, religioso e escritor cristão que foi um dos principais líderes da Reforma Protestante, certa vez afirmou: “… a função peculiar do Espírito Santo consiste em gravar a Lei de Deus em nossos corações, a Igreja é a escola de Deus, e o Espírito é o Mestre”, estabelecendo que para progredirmos nesta escola, “… devemos antes renunciar ao nosso próprio entendimento e à nossa própria vontade”.
A Bíblia existe para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus sobre todas as coisas. Assim ela a si mesma se denomina como a Sagrada Escritura, e na segunda carta que escreveu a seu discípulo Timóteo, em 3.15-17, o apóstolo Paulo escreve: “… desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Quando lemos a Bíblia devemos orar ao Senhor Jesus para que Ele nos dê a revelação da palavra, como em Efésios 6.17-18 Paulo exorta: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.
Devemos orar também para que sejamos capacitados pelo Espírito Santo a viver a palavra de Deus, e não simplesmente apenas conhecê-la em nossa mente, pois o simples fato de sermos conhecedores da Bíblia não nos faz necessariamente cristãos. Os doutores da lei judeus, por exemplo, conheciam as escrituras, mas não aceitavam a Cristo. O Evangelho de João em 5.39-40 faz esse relato desta declaração definitiva de Jesus: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida”.
Assim sendo, considerando a suprema, inarredável, fulcral importância do conhecimento da Palavra de Deus pelo verdadeiro cristão é seguramente indispensável:
estudar a Bíblia, como em Apocalipse 1.33 está explícito: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”;
pregar a Bíblia, tal como Paulo em 2 Timóteo 4.2 determina a seu discípulo: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”;
meditar na Bíblia com prazer e alegria, como o Salmo 1.2 discorre sobre aquele que é temente a Deus: “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”;
ensinar a Bíblia, como Jesus determinou em Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
e, principalmente, praticar a Bíblia, atendendo ao que Tiago 1.22 estabelece e alerta: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.
Senhor, como cristãos fiéis, que nos pautemos sempre pela obediência à Tua Palavra inerrante, indispensável, libertadora, que é luz para o nosso caminho, rogando que nos capacites a discernir a Tua vontade perfeita e soberana em todos os aspectos da nossa vida terreal, capacitando-nos a fazer dela nossa guia e companheira permanente dia e noite. Capacita-nos, ó Pai, para que nos mantenhamos sempre firmados nos caminhos que através dela nos ensina a trilhar, obedientes aos ensinamentos apreendidos e aos valores que Tu nos determinas seguir. É no nome santo e precioso de Jesus, que está acima de todo nome que oramos agradecidos. Amém.
22 de novembro de 2025
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