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COM DEUS

O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem”. Salmos 49.20 (ARA)

 

 

 

 

Todos os homens, ricos ou pobres, estão sob o governo de Deus, porém os ímpios confiam em seus transitórios bens materiais, enquanto que os servos do Senhor confiam nAquele que é eterno e está acima de tudo o que Ele mesmo criou, pois como pode a criatura estar acima do seu criador? Riqueza alguma, por maior que seja, pode salvar, e todos os que confiam no dinheiro, devotando-se de maneira enfatuada à glória efêmera deste mundo, ao morrerem como qualquer animal, deixarão seus bens para outros, mas os que procuram alçar-se acima das coisas do mundo, alcançarão a glória eterna com Deus!

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A PARÁBOLA DO PAI AMOROSO

Esta parábola de Jesus, tão conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, é uma história sobre arrependimento e perdão que revela como Deus se alegra com a conversão dos pecadores, e mostra que Ele está pronto a acolhê-los quando se arrependem, e está contida no Evangelho de Lucas. As circunstâncias narradas pela parábola mostram as riquezas da graça de Deus aos pecadores, tanto para guiá-los quanto para encorajá-los a se arrependerem e se voltarem para Ele.

 

Ela representa Deus como um Pai para todos nós, Aquele que nos concebeu e concedeu a existência e a provisão de todas as nossas necessidades, que nos ensina tudo o que precisamos para viver na terra, e que nos arrolará em Seu testamento ou nós excluirá, dependendo da nossa conduta e da nossa obediência a Ele.

 

Narra assim o Senhor Jesus em Lucas 15.11-32:

 

11 … Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada”.

 

Pela Lei judaica a herança do filho mais novo correspondia a um terço do total, enquanto que a do mais velho, a dois terços (Deuteronômio 21.17), e era recebida na maioria das vezes com a morte do pai, embora em  alguns casos o pai optasse por dividir a herança em vida. O que não é usual é que o filho mais novo requeresse a sua parte na herança antes da morte do pai, com isso demonstrando desrespeito à autoridade paterna como o cabeça da família.

 

Deus, o Pai, na parábola é o pai dos dois filhos, o mais moço é o pecador arrependido, enquanto o mais velho representa os escribas e fariseus, filhos de Deus por criação, embora não pela redenção, e o mais novo também é conhecido como o filho pródigo, o que significa um filho perdulário, esbanjador, que desperdiça dinheiro tolamente.

 

Descontente com seu papel de filho, o mais novo partiu para uma terra distante e ali desperdiçou todos os seus recursos de forma irresponsável, usando-os em prazeres pecaminosos. Então os recursos acabaram, uma severa calamidade atingiu aquela terra e ele ficou desesperado, mas o único trabalho que conseguiu foi o de cuidar dos porcos, algo extremamente indigno para um judeu. Então chegou até a ter inveja dos animais que tinham o que comer enquanto ele padecia de fome, mas ninguém parecia disposto a ajudá-lo, e os pretensos amigos que estavam ao seu lado enquanto tinha dinheiro, haviam sumido.

 

“17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores”.

 

A fome cada vez maior tornara-se uma bênção, pois forçou-o a refletir, lembrando dos trabalhadores de seu pai que vivam muito melhor que ele, desfrutando de alimento abundante, enquanto ele estava literalmente morrendo de fome, assim decidiu voltar à casa paterna para, arrependido, admitir seu pecado, pedir perdão ao pai e rogar a ele por um trabalho como humilde empregado.

 

20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou”.

 

A fé do pai fica aqui demonstrada: ele sabia o que iria acontecer, pois conhecia o filho e o mundo no qual ele iria mergulhar, e provavelmente passava muito tempo aguardando a sua volta em algum lugar que lhe possibilitasse uma visão desimpedida e à distância, então foi sem surpresa que o avistou, e ainda longe de casa, foi ao seu encontro num misto de tristeza pela condição em que o filho deveria estar, envergonhado, esfarrapado e sujo, mas também com muita alegria pela sua volta. Então, com amor de Pai, correu ao seu encontro, e recebeu-o com profunda alegria, abraçando-o e beijando-o efusivamente.

 

21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23 trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”.  

 

O filho então confessa todo o seu arrependimento, rogando contrito pelo perdão paterno, mas o amor do Pai era maior que tudo, pairando muito acima das atitudes desrespeitosas e do sofrimento que havia provocado no coração do Pai, cuja alegria superava toda a dor que sentira, levando-o não somente a perdoá-lo, mas também a festejar a sua volta como uma expressão do grande amor que sentia pelo filho, que é como Deus Pai procede com a salvação de um pecador!

 

25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.  27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde”.

 

O filho mais velho, trabalhando como sempre duramente na lavoura, ouve ao longe música dançante partindo de sua casa, e fica intrigado. Então se aproxima para ver o que acontecia e é informado por um criado que o irmão mais novo havia voltado e estava sendo recebido pelo pai com uma grande festa.

 

28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado”.

 

O pai tentou explicar que o amor que ele tinha pelo filho mais novo não diminuía o amor que tinha por ele que era o filho mais velho. Disse também que tudo o que possuía era dele, mas a indignação do primogênito era muito grande, e ele estava tão cego pela inveja, pela ira e pelo ressentimento que não conseguia enxergar a verdade, então recusou-se a participar da alegria do pai e acusou-o de ser injusto com ele, de nunca ter dado uma festa para ele e seus amigos, enquanto depois de tudo o que “esse teu filho” havia feito a seu próprio pai, ainda era recebido com festa!

 

31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrassem os, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.

 

A resposta do pai é um exemplo de que existe muita alegria, e que é preciso celebrar quando um perdido é achado e restaurado, enquanto que a atitude reativa e invejosa de um filho obstinado, ingrato e invejoso, nunca pode ser motivo de celebração e regozijo.

 

Essa história nos ensina sobre o amor incondicional de Deus e como muitas vezes somos cegos pela inveja e pelo ressentimento, impedindo-nos de enxergar a verdade. É um lembrete de que Deus sempre está conosco e que tudo o que Ele tem é nosso, se apenas abrirmos nossos corações para recebê-Lo.

 

Jesus nesta parábola sugere aos fariseus arrogantes que os publicanos e pecadores, que eles desprezavam, eram seus irmãos, dotados da mesma natureza, e que, assim sendo, deveriam se alegrar com qualquer bondade que lhes fosse dirigida, uma vez que, como Paulo pontua em Romanos 3.29-30: “É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso”.

 

O filho pródigo representa todos nós, que muitas vezes nos afastamos de Deus e seguimos nossos próprios caminhos, mas que sempre podemos voltar para casa e encontrar a misericórdia e o perdão de nosso Pai celestial. O pai amoroso é um exemplo do amor de Deus, que está sempre amorosamente disposto a nos receber de volta quando arrependidos, não importa o quão longe tenhamos ido e nem quanto mal tenhamos cometido a outrem.

 

Pai Amado, que esta história esteja sempre presente em nossas mentes e corações, para que nunca nos esqueçamos de que, mesmo quando nos sentimos perdidos e sozinhos, Tu sempre estás conosco, paciente e confiantemente aguardando pelo nosso retorno, e que também estejamos certos de que, se nosso arrependimento for verdadeiro, se estiver brotando de nosso coração contrito e ansioso pelo Teu perdão, seremos por Ti recebidos com alegria e amor transbordantes, como o filho pródigo que foi encontrado e restaurado à sua família. É no nome santo, precioso e único de Jesus que está acima de todo nome que assim oramos mais uma vez agradecidos por Teu amor incompreensível e infinito. Amém.

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DESCANSO E CONSOLAÇÃO

“… a vós outros, que sois atribulados, (Deus dará) alívio…”. 2 Tessalonicenses 1.7 (ARA)

 

 

 

 

A justiça de Deus sempre manifesta-se de duas formas: pela punição aos perseguidores e o descanso aos perseguidos, produzindo castigo aos inimigos do Seu povo, mas também descanso e consolação aos que sofrem por amor a Ele. E o consolo que o Senhor nos proporciona tem duas dimensões: somos consolados porque nossos sofrimentos nos fortalecem, preparando-nos para o Reino de Cristo, mas também porque, no dia em que estivermos diante do trono de Deus, desfrutaremos do alívio dos santos, enquanto que o ímpio receberá a sentença irrecorrível de sua pena eterna, pois toda a maldade será extinta!

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