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ELE NUNCA ABANDONA OS SEUS

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Lucas 22.42 (NVI)

 

 

O cálice representava todo o horrível sofrimento que Jesus – o perfeito Filho de Deus sem pecado – deveria suportar ao ter voluntariamente tomado sobre Si os nossos pecados, e a apavorante embora temporária separação do Pai, que o deixava totalmente entregue nas mãos dos seus cruéis executores. Nossas circunstâncias hoje podem ser difíceis, embora jamais possam ser tão terríveis quanto as de Jesus, mas a Sua afirmativa de plena confiança em Deus, “… não se faça a minha vontade, e sim a tua.…”, deve também ser sempre a nossa, ao rendermo-nos, como Ele, a um amor que nunca abandona os Seus!

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CONHECIMENTO DO SENHOR

“… a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” Isaías 11.9 (ARA)

 

 

 

 

Até o dia em que o Senhor for conhecido por todos os povos, tribos e nações, até que Sua Palavra seja pronunciada por todas as línguas, até que todos os corações estejam inundados com a Sua verdade, é nossa responsabilidade como cristãos proclamar incessantemente o Evangelho de Cristo Jesus. Que hoje estejamos sinceramente consagrados a falar sobre o que o Salvador fez por nós a todos aqueles que forem colocados em nosso caminho, com desassombro, com ousadia, com amor, convictos de que em nossa atitude e decisão podem repousar as bênçãos da vida eterna para alguém!

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PRESENTES

Corria o ano de 1870 e na capital da França só se falava do último concerto do genial Franz Liszt, extraordinário pianista e compositor que deslumbrava toda a Europa com suas execuções maravilhosas. Foi quando aquela jovem pianista, que há pouco se formara na Academia Nacional de Música de Paris, recebeu o convite para dar uma série de recitais em um teatro importante. Filha de mãe viúva e irmã mais velha de vários irmãos menores, sustentava a família com o que ganhava pelas apresentações que conseguia fazer aqui e ali. Mas no primeiro dia de sua série de recitais, para sua decepção, o teatro estava praticamente vazio. Teve então uma ideia: pediu para ser colocado na frente do teatro um grande cartaz anunciando o concerto da noite seguinte, com o seu nome acrescido do falso qualificativo de ex-aluna de Franz Liszt.

 

Naquela noite o teatro lotou, os aplausos foram muitos, mas de uma coisa ela não sabia: um dos espectadores na plateia era o próprio Liszt. No dia seguinte, em sua casa simples nos arrabaldes de Paris, alguém bate à porta, ela abre, e vê-se face a face com o mestre! Pálida e trêmula, a moça convida-o a entrar, pede-lhe perdão pela mentira e conta sua história de penúria e lutas. Mas Liszt apenas lhe pergunta que programa ela tocaria naquela noite, e conduzindo-a ao piano, pede-lhe que execute todas as peças e, uma a uma, vai orientando-a, corrigindo erros e ele próprio mostrando-lhe como executar determinadas passagens, dizendo-lhe, ao fim de algumas horas de intenso ensino: “Agora você já pode afirmar que é ex-aluna de Franz Liszt! E pode mandar escrever no programa que Liszt executará a última peça!” Que magnífico e inesperado presente!

 

Deus, nosso Mestre Celestial é assim: além de nos presentear com tudo o que somos e temos, perdoa-nos, ensina-nos, corrige-nos, dirige-nos e ainda executa por nós todas as melodias da vida que não conseguiríamos fazer soar por nós mesmos!

 

Todos gostamos de receber presentes e de dá-los. Quando presenteamos alguém, passamos a mensagem: “gosto de você, quero vê-lo alegre e feliz, por isso quero lhe dar isto!” Ao contrário, quando somos presenteados com algo que apreciamos, nossos corações se enchem de contentamento e gratidão por quem nos presenteou. Mas estamos nos referindo a presentes de ordem material, portanto geralmente perecíveis, finitos, deterioráveis, muitas vezes até descartáveis…

 

De qualquer forma são infinitamente inferiores aos presentes sem preço, imponderáveis, de valor inestimável, que Deus nos permite conceder a outras pessoas, como aquele que Pedro deu ao mendigo que pedia apenas uma esmola, em Atos 3.6 (NVI): Disse Pedro: ‘Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou’”.  Falar de Cristo para alguém, dar-lhe a conhecer o Senhor Jesus, talvez ser instrumento de salvação para esta pessoa é o maior presente que se pode dar a alguém na face da terra!

 

Mas presente não é somente um substantivo que significa algo que se dá a uma pessoa para felicitar, retribuir ou agradar; é também adjetivo, representando que se está ao lado de alguém, ajudando, orientando. Isto é estar presente e ser presente! Como no caso daquele grupo de senhoras cristãs que estava realizando a sua reunião semanal de oração, e um renomado pregador era o convidado para trazer a Palavra.

 

Ele ouvia algumas delas falarem a respeito de uma mulher  de moral duvidosa que vivia perto. Então o preletor perguntou: “E o que vocês estão fa­zendo para conseguir a salvação dessa mulher?” A dirigente da reunião respondeu: “Estamos orando pela sua salvação”. “Ótimo!” disse ele. “Mas ela irá para o inferno enquanto vocês oram. Ainda não foram visitá-la? Ainda não falaram a ela sobre a sua alma? Alguém já levou o Evangelho até a sua casa?”

 

 

Sim é preciso que estejamos presentes na vida daqueles que Deus coloca no nosso caminho para que proclamemos a Sua Palavra santa, bendita e curadora, como Paulo ensina em 2 Timóteo 4.2 (NVI): Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.“ Observemos que os tempos dos verbos pregar, repreender, corrigir, exortar, estão todos no imperativo, portanto o não se trata de uma opção e sim de uma ordem. O conteúdo da pregação é a Palavra de Deus, que precisa ser proclamada com urgência e deve ser feita sem cessar, não importam as circunstâncias: o mundo carece desesperadamente dela!

 

E as oportunidades para falar de Jesus nunca faltam, pois Deus as providencia para nós o tempo todo, colocando-as ao nosso alcance, basta estarmos atentos e dispostos a ser usados por Ele, cumprindo o nosso papel de discípulos de Cristo, aproveitando as incontáveis ocasiões em que estamos em contato com outras pessoas.

 

Quando viajamos, por exemplo, muita gente parece estar mais receptiva, assim não é difícil fazer amizades e falar de Cristo. Como obedientes servos de Deus devemos ter sempre prontidão para não perder as oportunidades do momento e assim compartilhar a Sua Palavra com outrem, o presente mais precioso que podemos ofertara alguém. E os resultados, via de regra, são maravilhosos! Resultam em bons amigos, com quem mantemos contato à distância, a alguns é até possível ajudar em suas dificuldades por meio da Palavra, intercedendo por eles, e é desta forma que torna-se possível repartir as bênçãos e as graças que o Senhor derrama sem cessar sobre a nossa vida, presentes imerecidos que Ele nos concede e que são, nós sabemos, exclusivamente para a Sua honra e glória! Que todos os dias nos lembremos que é preciso obedecer ao que Cristo nos ordena em Mateus 10.8 (ARA): “… de graça recebestes, de graça dai.”

 

 

Agora peço licença para fazer um relato pessoal. Foi em obediência a este mandato de Jesus que pude receber o melhor presente de toda a minha vida, brotado diretamente do coração de um casal de amigos, – na época recentes, – que movidos pelo Espírito Santo certa noite foram à minha casa a pretexto de nos revermos após um tempo em que estivéramos afastados.

 

A certa altura da nossa conversa lembro de ter ficado surpreso quando meu amigo começou a falar de Jesus e leu uma passagem da Bíblia que levava consigo. Aquela atitude tocou o meu coração pela demonstração de carinho e consideração que manifestavam a mim que, embora buscando a Deus há muito tempo, em muitos lugares e por muitos meios, nunca tinha até então sido tão profundamente tocado como  por aquela circunstância tão especialNunca as palavras sagradas, – que já havia escutado em incontáveis outros momentos, – tiveram tanto significado, tanto poder, tanta beleza e nunca haviam ecoado tanto nas profundezas do meu ser quanto naquela noite tão auspiciosa! Então, francamente entusiasmado, perguntei a ele qual era o nome da Bíblia que estava usando e onde poderia adquirir um exemplar, o que dias depois fiz. E aquela Bíblia, cuidadosamente colocada em uma estante, lá ficou intocada por mais de quatro anos!

 

Mas um dia finalmente foi aberta e assim continua até hoje sendo intensamente usada, – passados mais de 25 anos, – e então pude descobrir os tesouros eternos de valor incalculável ali contidos e que agora estavam a mim sendo franqueados! Passei então a lê-la assiduamente e após um certo tempo já a havia lido quatro vezes de capa a capa! O estágio seguinte foi o da minha conversão, um processo que começou naquela noite abençoada quando fui visitado por aquele casal de anjos enviados por Deus – Lindomar e Nádia – levando consigo o maior presente com que poderiam brindar alguém, por isso a eles gostaria de humildemente dedicar esse texto com muito amor fraternal e imensa gratidão.

 

 

Senhor Bendito e Misericordioso, tudo temos pela Tua graça infinda: um teto sobre nossas cabeças, um leito para dormir, o alimento que sacia nossa fome, a roupa que nos protege o corpo. Mas somos especialmente gratos por recebermos todos os dias o magnífico e incomparável presente celeste representado pelas bênçãos da Tua Palavra, seja através da Bíblia, seja por meio de um irmão ungido que a profere, seja pelas páginas de um livro que Tu inspiraste. Capacita-nos, Pai, para que tenhamos a ousadia, a coragem, a disposição, a alegria e o poder para sermos arautos Teus, proclamando a Palavra e vivendo-a hoje e em todos os dias de nossa existência! No nome e por amor de Teu Santo Filho Jesus Cristo assim oramos. Amém.

 

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